Vela brasileira 'perde' três medalhas de ouro em comparação com 2011

A delegação brasileira na vela garantiu seis medalhas, foi ao pódio em todas as provas olímpicas, mas encerrou sua participação nos Jogos Pan-Americanos de Toronto com um desempenho pior do que o de Guadalajara, há quatro anos. Foram apenas dois títulos, contra cinco da última edição do Pan. Caiu de sete para seis medalhas.

Estadão Conteúdo

19 de julho de 2015 | 17h29

Isso apesar de o Brasil contar com uma equipe mais forte em Toronto na comparação com Guadalajara. Mas único o decacampeão mundial de classe Laser, Robert Scheidt, e as atuais campeãs mundiais da 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze, ficaram apenas com a prata. Fernanda Decnop foi bronze na Laser Radial. Ouro, só na prancha à vela (RS:X), com Bimba e com Patrícia Freitas.

Nas classes que não fazem parte dos Jogos Olímpicos, o Brasil ganhou apenas uma medalha de bronze. Em Guadalajara, haviam sido três de ouro, uma de prata e uma de bronze. Mas o resultado inferior não teve quase nenhuma influência da proximidade da Olimpíada no Rio - só um dos medalhistas de 2011 migrou para classes olímpicas.

No quadro geral da modalidade, o título foi para a Argentina, com três de ouro e cinco no total. O Brasil, assim como os EUA, ganhou seis medalhas no total, ficando em segundo pelo total de ouros

Neste domingo foram encerradas as disputas dessas classes e o Brasil só foi ao pódio em uma delas. Maria Hackerott e os veteranos Cláudio Biekarck (64 anos) e Gunnar Ficker (60) ficaram com o bronze na Lightning. João Hackerott, irmão de Maria, foi quarto na Sunfish.

Já Cláudio Biekarck chegou à sua nona medalha pan-americana seguida. Baluarte da vela brasileira, ele participou dos Jogos Olímpicos em 1972 (Munique), 1976 (Montreal) e 1980 (Moscou), sempre na classe Finn. Nas suas duas últimas participações, ficou no quarto lugar e por muito pouco não ganhou o bronze.

No Pan, a primeira medalha veio em 1983, em Caracas, quando Thiago Pereira ainda nem era nascido. Depois ele foi ao pódio em Indianápolis (1987), Havana (1991), Mar del Plata (1995), Winnipeg (1999), Santo Domingo (2003), Rio (2007), Guadalajara (2011) e Toronto (2015). São uma de ouro, três de prata e agora cinco de bronze.

Nesse meio tempo, além de velejar em classes que não exigem tanto preparo físico, Biekarck ainda foi o técnico que formou Robert Scheidt. Trabalhou com o astro entre 1996 e 2004, período em que Scheidt ganhou dois ouros e uma prata olímpica.

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