Velhos amigos Tite e Felipão se reencontram

Estreante técnico do Corinthians revela que aprendeu muito com o palmeirense, que o ajudou no início da carreira

Bruno Deiro e Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2010 | 00h00

Depois de encarar no primeiro turno um Corinthians que tinha a estreia de Adilson Batista, seu capitão nos tempos do Grêmio, Luiz Felipe Scolari reencontra o rival com treinador novo. E, outra vez, um velho conhecido. Como jogador e técnico, Tite contou com a ajuda do conterrâneo gaúcho para dar seus primeiros passos no futebol.

"Conheci o Tite quando ele tinha apenas 15 anos. Primeiro, ele foi meu aluno em Caxias (do Sul), quando o levei para ser jogador no próprio Caxias. Depois, o indiquei para iniciar a carreira de treinador", lembra Felipão. "Temos um contato de longa data, vai ser muito bom revê-lo."

Tite admite que usou o conhecimento do mestre no início da carreira de técnico. "Enchia o saco dele para me ensinar como era o posicionamento de bola parada", lembra o corintiano. "Influência é muito relativa. Trago uma parte do Felipe, mas não dá pra quantificar."

Para Felipão, o pouco tempo de Tite à frente do Corinthians não impede que algumas mudanças já possam ser sentidas. "Ele está fazendo (seu trabalho) desde o aeroporto, passando confiança, determinação, qualidade. Conhecendo da forma que o conheço, ele tem dados que passa para os atletas que os deixam em condições de vencer."

Escola gaúcha. No comando de dois dos principais times de São Paulo, os rivais de hoje evitam comparações entre técnicos gaúchos e de outras partes do País. "Não acredito em escola gaúcha, acredito em escola brasileira", disse Tite.

Para Felipão, o estilo gaúcho recebeu contribuições de grandes treinadores que passaram pelo Rio Grande do Sul. "Não é escola (gaúcha). Técnicos como Telê Santana trabalharam lá e acrescentaram ao que já tínhamos." Ao melhor estilo gaúcho, porém, ele disse que não acredita em surpresas no clássico. "É feijão e arroz. Não dá para inventar charque que não tem."

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