Velocista conquista 4o ouro das Antilhas Holandesas em Pans

O canino de ouro à mostrarevelado pelo sorriso constante de homem mais veloz dasAméricas traz incrustado a letra C que o velocista ChurandyMartina, das Antilhas Holandesas, diz sem modéstia que é ainicial de campeão, além da de seu nome. Depois de conquistar nesta terça-feira a medalha de ouronos 100 metros rasos, a prova mais rápida do atletismo,Churandy estava com moral para falar o que quisesse. Suamedalha de ouro é a quarta das Antilhas Holandesas emPan-Americanos, mas ele nem terá a chance de desfrutar osucesso em seu país natal. "Estou vivendo e treinando no Texas (EUA), e de lá vou paraa Europa e depois para o Mundial no Japão", disse Churandy, 23anos recém-completados, que promete ter seu nome muito além dasfronteiras pan-americanas. "Ele está ganhando provas na Europa e promete ser sensaçãono Mundial", aposta o ex-técnico da equipe brasileira, CarlosAlberto Cavalheiro, ex-treinador de Robson Caetano, o melhorvelocista brasileiro até hoje. Churandy esteve há dois anos em Presidente Prudente,treinando junto com a equipe de revezamento de seu país comJaime Neto, responsável pelo sucesso do revezamento 4x100mbrasileiro nos últimos tempos. "Depois desse período, o revezamento das AntilhasHolandesas passou a ser de respeito", conta Cavalheiro, que vêno país uma ameaça ao Brasil na prova, principalmente seChurandy participar. "Ele está sobrando do resto", afirmou. O velocista antilhano foi sempre o mais rápido neste Pan,desde a primeira eliminatória, e na semifinal fez sua melhormarca na temporada, 10s06, igualando o recorde pan-americano docubano Leandro Penalver, estabelecido em Caracas-83. "Foi bom ter ganho e principalmente ter feito minha melhormarca no ano", disse Churandy, que já vencera o Pan-AmericanoJúnior de Atletismo, em 2003, e os Jogos Centro-Americanos doCaribe, em 2006.

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