REUTERS/Aleksandra Szmigiel
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Velocista nigeriana é suspensa dos Jogos de Tóquio após ser pega por exame antidoping

Blessing Okagbare disputaria as semifinais dos 100 metros femininos neste sábado

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2021 | 05h51

A velocista nigeriana Blessing Okagbare foi provisoriamente suspensa dos Jogos de Tóquio devido a um exame de doping neste sábado, 31, horas antes de a ex-medalhista de prata do campeonato mundial disputar as semifinais dos 100 metros femininos na Olimpíada. Okagbare deu positivo para hormônio de crescimento em um teste fora de competição feito em 19 de julho, quatro dias antes do início do evento esportivo. 

Os resultados desse teste só foram recebidos pelo órgão antidoping de atletismo na noite de sexta-feira, depois que Okagbare já havia corrido as baterias no dia de abertura da competição no Estádio Olímpico de Tóquio. Ela venceu sua bateria em 11,05 segundos e deveria disputar a semifinal no sábado. A aguardada final dos 100 metros femininos é o último evento da programação do dia.

A Unidade de Integridade no Atletismo (AIU) informou Okagbare sobre sua suspensão na manhã de sábado, excluindo-a dos 100 metros e provavelmente encerrando sua participação nos Jogos. Conforme os regulamentos de doping, ela tem permissão para solicitar que uma amostra "B" —  ou amostra de backup — seja testada para verificar novamente os resultados.

Okagbare, de 32 anos, ganhou a medalha de prata no salto em distância nas Olimpíadas de Pequim de 2008 e no campeonato mundial de 2013. Ela também conquistou o bronze nos 200 metros no mundial de 2013 em Moscou, atrás da vencedora da medalha de ouro Shelly-Ann Fraser-Pryce, que é a favorita para o título dos 100 metros em Tóquio. 

A suspensão da atleta ocorre três dias após a AIU anunciar que 10 integrantes do atletismo da Nigéria estavam entre um grupo de 20 que foram desqualificados da Olimpíada por não atenderem aos requisitos mínimos de teste de doping. A entidade, porém, não revelou o nome dos outros competidores.

A Nigéria é considerada um país de "alto risco" pela AIU devido a seu frágil programa antidoping. O país foi incluído nessa categoria no ano passado, quando seus problemas nesse aspecto foram descritos como "muito sérios" pelo presidente da entidade, David Howman. Por isso, atletas nigerianos devem passar por pelo menos três testes fora de competição nos 10 meses anteriores a um campeonato importante. 

Alguns atletas do país africano que disseram estar entre os banidos dos Jogos protestaram nas ruas de Tóquio esta semana. Eles ergueram cartazes alegando que as autoridades esportivas nigerianas eram responsáveis ​​pelo não cumprimento dos critérios de teste./AP

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