Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Vencedor da São Silvestre passa mal e é levado a hospital após a prova

Etíope Belay Bezabeh concluiu a corrida em 45min5s e, em seguida, sentiu o cansaço excessivo por conta do esforço

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2018 | 11h35
Atualizado 31 de dezembro de 2018 | 19h20

O vencedor da 94ª prova da São Silvestre demorou para comemorar o triunfo obtido nesta segunda-feira. O etíope Belay Bezabeh passou mal minutos após subir ao pódio, logo depois de cruzar a linha de chegada, na Avenida Paulista, em São Paulo. Enquanto aguardava para conceder entrevista coletiva, ele disse que estava com dores no peito e com fraqueza, e pediu para receber atendimento médico.

No primeiro instante, um dos auxiliares do etíope improvisou um travesseiro para que o atleta deitasse no chão com mais conforto. Porém, os médicos chegaram e levaram de maca para um dos núcleos médicos da corrida. Bezabeh foi submetido a um eletrocardiograma e, apesar de não ter sido encontrado qualquer sintoma que gerasse preocupação, ele foi transferido a um hospital para exames mais detalhados.

O maratonista recebeu alta e deixou o hospital por volta das 18h, após ter permanecido algumas horas em observação na Santa Casa. 

A vencedora da prova feminina, a queniana Sandrafelis Tuei, também disse ter passado mal durante a prova. "Eu não estava me sentindo muito bem, então não foi uma prova fácil. Mas quando vi que estava no final e faltava pouco, senti que poderia acelerar para chegar à vitória", afirmou a corredora.

PROVA

Bezabeh conquistou a vitória ao arrancar na subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio. No trecho, ele conseguiu ultrapassar o bicampeão e favorito Dawitt Admasu para garantir o primeiro lugar. O etíope havia sido vice-campeão na prova do ano passado e terminou o trajeto de 15km com o tempo de 45min5s. Embora tenha participado do pódio, o vencedor passou mal instantes depois.

O vencedor havia sido segundo colocado na edição do ano passado, mas desta vez conseguiu uma espécie de revanche. Bezabeh superou no fim da prova o bicampeão Dawitt Admasu, do Bahrein, que havia ganhado em 2017. Superado pelo adversário, o segundo lugar disse não estar triste. "Eu me machuquei há seis meses. Então, estou feliz por ter ficado em segundo lugar e não ter sentido nada durante a prova", explicou.

 

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