Venda de ingressos na África: euforia e morte

Procura por bilhetes mais baratos é grande e torcedores sofrem para garantir lugar no Mundial. Aposentado morre na fila

, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2010 | 00h00

Os sul-africanos fizeram fila para garantir um lugar na Copa do Mundo. Na última fase de comercialização dos ingressos, a Fifa facilitou as vendas e colocou os bilhetes em supermercados e shoppings das nove cidades que vão receber o Mundial. Em meio a filas e confusões, um homem morreu na Cidade do Cabo. O torcedor de 64 anos sofreu um ataque cardíaco enquanto aguardava para comprar a sua entrada.

Dos 500 mil ingressos colocados à venda, 53 mil foram vendidos nas primeiras oito horas. Com ingressos a US$ 20 (R$ 35), o mais barato para os jogos da primeira fase, os sul-africanos enfrentaram filas desde a madrugada de anteontem. Muitos já haviam reclamado das dificuldades em comprar as entradas. Antes, a Fifa só as vendia pela internet - e por um preço bem maior.

Com tanta procura, a lentidão tomou conta de vários pontos de venda, a confusão e o empurra-empurra entraram em cena e a polícia foi chamada para acalmar o ânimo dos mais exaltados. Até anteontem, a Fifa registrava 2,2 milhões de bilhetes vendidos, com 23 dos 64 jogos tendo sua capacidade esgotada.

Treino. A polícia local realizou ontem mais um treinamento em preparação à Copa. No estádio Ellis Park, em Johannesburgo, eles simularam um confronto com violentos torcedores.

Em busca de realismo, bombas caseiras e de gás foram usadas no exercício - e os manifestantes avançaram nos policiais atirando latas, garrafas e pedaços de madeira.

Apesar da preocupação com a violência nos estádios, o governo local e a Fifa acreditam que os hooligans ingleses não vão atrapalhar o Mundial. Afinal, eles estão proibidos de viajar para o país da Copa. "Eles não virão", garantiu Bheki Cele, chefe da polícia sul-africana.

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