Vento acelera Regata Eldorado-Brasilis

O vento nordeste com velocidade média acima de 10 nós -- mais de 20 quilômetros por hora - está diminuindo o tempo que as tripulações da 3ª Regata Eldorado/Brasilis haviam previsto para retornar ao continente durante o percurso de 630 milhas - 1.150 quilômetros -- entre a Ilha da Trindade e Vitória. A flotilha formada por 11 veleiros já está retornando para o Espírito Santo.Barcos como o ?Corumii/Forecast?, ?BL3/Alforria?, ?Quiricomba/Opportunity? e ?V-Max/Nautos? passaram a maior parte do domingo velejando a uma velocidade entre 7 e 8 nós, considerada acima da média prevista. ?Se o vento mantiver a direção favorável, o pessoal do Iate Clube do Espírito Santo pode preparar o tapete vermelho para quarta-feira?, previu o comandante do Corumii, Luiz Ballarin, que registrou rajadas de até 28 nós no final da madrugada de domingo, o que acabou rasgando uma vela-balão do ?BL3/Alforria?.O ?Corumii? foi o primeiro veleiro a relargar para a segunda metade da prova, partindo de Trindade, na manhã de sábado. Os dois barcos, teoricamente mais rápidos da regata, o ?V-Max? e o ?Quiricomba?, percorreram mais de 160 milhas nas primeiras 24 horas após a relargada, abrindo a possibilidade de chegada a Vitória já na madrugada de quarta-feira.Os últimos três veleiros que pernoitaram fundeados na Ilha da Trindade, aproveitando o período de permanência de até 48 horas, autorizado pela Marinha, relargaram no início da tarde de hoje. ?Mar Sem Fim/Nera?, ?Kanaloa? e ?Rajada? passaram a noite nas águas abrigadas da Enseada dos Príncipes, garantindo algumas refeições para o trajeto de volta a Vitória. ?Em apenas uma hora, pesquei nove garoupas de São Tomé e mais uma garoupa de quatro quilos, que já está preparada para o almoço?, disse o comandante do ?Mar Sem Fim?, João Lara Mesquita, fascinado pelo encanto da paisagem. ?É inacreditável acordar, pela manhã, olhar para a popa e ver um mar tão azul e a poucos metros de distância uma rocha tão escultural como o Pão de Açúcar. Se eu pudesse escolher qualquer lugar do mundo para estar agora, eu iria querer estar aqui mesmo.?Antes da relargada, os três barcos que ainda permaneciam em Trindade contaram com o apoio de rotina prestado pelo rebocador ?Triunfo? a todos os veleiros da flotilha da Eldorado/Brasilis. Aproximaram-se da popa do navio da Marinha, desembarcaram o lixo de bordo, receberam água e gelo e seguiram no caminho de volta para casa, assim que o sinal sonoro de partida, emitido pelo ?Triunfo?, ecoou forte contra as rochas vulcânicas da Ilha da Trindade, no Atlântico Sul.

Agencia Estado,

27 de janeiro de 2002 | 17h14

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