Jim Watson/AFP
Jim Watson/AFP

Vento prejudica conquista de recordes no atletismo do Pan

Quando ventos ultrapassam 2m/s, recordes não são homologados

NATHALIA GARCIA, ENVIADA ESPECIAL A TORONTO, O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 12h54

Enquanto as competições de vela dos Jogos Pan-Americanos sofreram com regatas atrasadas pela falta de vento no Lago Ontario, em Toronto, o atletismo tem sido prejudicado pelo excesso de brisa na pista da Universidade de York. Quando os ventos ultrapassam 2,0 m/s, os tempos dos atletas não podem ser homologados como recorde. Essa condição foi o pano de fundo no começo da disputa da modalidade no Canadá.

A brasileira Ana Cláudia Lemos correu abaixo de seu recorde sul-americano e cravou 10s96 nos 100 metros. No entanto, o vento era de 4 m/s na prova eliminatória, e a nova marca não foi registrada. Apesar de ainda não ter conseguido quebrar os 11s01, a velocista mostra tranquilidade. "Venho treinando bem para correr abaixo dos 11 segundos. Corri com vento, mas as coisas vão sair, é ter paciência", diz.

O mesmo problema afetou a prova masculina dos 100 metros. Keston Bledman, de Trinidad e Tobago, cravou 9s95 e iria se tornar o mais rápido da história do Pan. Entretanto, não conseguiu o reconhecimento devido ao vento de 2,8 m/s. Os norte-americanos BeeJay Lee e Remontay Mcclain também foram privados do recorde.

Outra prejudicada pelo vento foi Keila Costa, no salto triplo. A medalha de prata da brasileira veio com 4,50 metros, o seu melhor desempenho na temporada. O valor seria suficiente para colocá-la nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, porém o vento de 2,9 m/s impediu a classificação - o índice olímpico é 4,20m. No salto triplo, apenas quatro atletas saltaram dentro das condições ideais.

"Às vezes com o vento fica mais fácil, quase todos os saltos estavam saindo com vento a favor. Fiquei a oito centímetros do recorde brasileiro com vento, mas estou feliz. Saio com a medalha de prata", afirma Keila. A colombiana Caterine Ibarguen, ouro no salto triplo, teve a chance de quebrar o recorde da prova, conquistado por ela própria no Pan de Guadalajara, em 2011. O salto de 15,08 m realizado em Toronto também teve o brilho apagado.

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