Gaspar Nóbrega/Divulgação
Gaspar Nóbrega/Divulgação

Veteranas ajudam na renovação da ginástica brasileira

Atletas são importantes para orientar as ginastas mais jovens

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2014 | 18h33

SANTIAGO - A seleção brasileira feminina de ginástica encerrou a sua participação nos Jogos Sul-Americanos, no Chile, com sete medalhas conquistadas, incluindo o ouro por equipes. Entre as restantes, Daniele Hypólito (ouro no solo), Isabelle Cruz (prata no salto) e Julie Kim (bronze no individual geral) faturaram uma cada, enquanto Jade Barbosa ficou com três (prata nas barras assimétricas e ouro no individual e no salto). Com os pódios de Daniele e Jade, fica claro que as veteranas ainda são fundamentais para o sucesso do grupo.

As atletas mais experientes reconhecem que possuem um papel importante nesse processo de renovação da seleção e não fogem da responsabilidade de orientar as mais jovens. "Hoje minha função não é só colocar nota na equipe, mas também ser uma menina que passe segurança e confiança", contou Jade, que, com apenas 22 anos, já defende o Brasil regularmente desde 2006.

Ela afirmou que as novatas se sentem mais confortáveis quando tem alguma veterana para pedir conselhos e mostra um sentimento especial por Julie. "Tenho bastante carinho por ela e acho que a gente se dá bem nesse papel uma com a outra", disse Jade. O bom entrosamento da dupla também é exaltado pela ginasta de 16 anos, que classifica a amizade até como maternal. "Ela (Jade) é praticamente uma mãe. Quando estou triste e preciso de ajuda, ela me dá força. Me dá muito conselho e até mesmo nos treinos ela me corrige", revelou a garota.

Em seu quinto ciclo olímpico, Daniele acompanha de perto as transformações da equipe brasileira e sabe como é importante aparecer novos talentos. A veterana de 29 anos também já está de olho nas ginastas que vão integrar a seleção nas próximas temporadas para, quando chegar a hora de passar o bastão, deixá-lo em boas mãos. "Nem todas elas têm idade para competir esse ano nos campeonatos adultos. Mas a gente sabe que, a partir do ano que vem, tem mais caras novas para representar a gente da melhor maneira possível", explicou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.