Veterano vai à caça de mais um título

Amanhã, em Toronto, brasileiro de 35 anos terá pela frente Jon Jones, de 25, um dos melhores lutadores da nova geração

Entrevista com

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2012 | 03h07

O brasileiro Vitor Belfort, 35 anos, tem a chance de se tornar novamente campeão do UFC, amanhã, quando entrar no octógono para enfrentar o detentor do cinturão, Jon Jones, 25 anos, na edição 152 do evento, em Toronto. Veterano e vitorioso, terá pela frente um dos melhores lutadores da nova geração e sabe que a tarefa é dura. Mas garante que o ótimo treinamento e a força da torcida são elementos importantes para ele derrubar o favorito e voltar para casa com mais uma conquista. Nesta entrevista exclusiva ao Estado, fala sobre a preparação e sobre suas chances no combate.

Qual a sua expectativa para a luta de amanhã?

Tenho certeza que será especial. Fiz uma ótima preparação com a equipe Blackzilians, na Flórida, treinando com grandes nomes do UFC, como Rashad Evans, Alistair Overeem, entre outros. Meu objetivo era aprimorar a técnica, aumentar meu repertório e me fortalecer fisicamente, ficar 110% mesmo. Acho que consegui e vou mostrar isso no octógono. 

Como é ter passado por várias gerações de grandes lutadores e ainda estar na ativa?

Sempre procurei me cuidar ao máximo, ter uma alimentação regrada, levar os treinos muito a sério e ser o mais profissional possível. Eu vi toda essa história do UFC desde o começo. Outro dia vi uma foto minha lutando no UFC 12 e sábado lutarei no 152. Isso é incrível! Chegar aqui protagonizando este momento especial para a história do evento, inclusive para o esporte brasileiro, é algo que me deixa muito feliz. Dá orgulho.

Como é o apoio dos fãs?

Como sempre faço, me isolei para mergulhar totalmente nos treinamentos. Mas tenho sentido à distância o apoio dos fãs. Amigos, parentes e torcedores em geral têm arrumado meios de me incentivar. Isso é sensacional. Treinar para uma luta de MMA é difícil. Exige disciplina, você leva seu corpo ao limite, sente dores musculares, vive aprendendo a dar e receber golpes. É duro. Então, todo incentivo ajuda. Se eu vencer, em parte vai ser pelo apoio dessa galera.

 

Como você vê a possibilidade de trazer mais um cinturão para o País?

O Brasil vive um grande momento no MMA. Já temos vários campeões na atualidade e eu poder trazer mais esse título é fantástico. Como disse, vi toda essa história começar e tenho certeza que dei minha contribuição para o crescimento do esporte no Brasil, então tudo isso faz com que esse momento seja realmente único.

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