Veteranos a serviço da base do São Paulo

Demorou mais de um mês, mas o primeiro grande reflexo do fracasso dos garotos do São Paulo na Copinha apareceu. A contratação do técnico René Simões e do ex-goleiro Carlos para reforçar as categorias de base evidencia a insatisfação da diretoria do Tricolor com os frutos do CT de Cotia, menina dos olhos do presidente Juvenal Juvêncio.

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2012 | 03h02

Renê Simões assume como diretor técnico e terá a missão de aprimorar a transição dos mais jovens ao grupo principal. Depois da eliminação na 1.ª fase da Copinha, poucos foram aproveitados - o atacante Ademilson é o único que faz parte do elenco.

Destaque na base, o lateral-direito Lucas Mendes chegou a treinar com os profissionais, mas não convenceu. Mesmo com a carência do time de Emerson Leão para o setor, o garoto de 19 anos acabou emprestado ao Santo André - junto com o meia Sérgio Mota, de 22 anos, outro prata da casa que se perdeu na transição para o profissional.

Leão elogiou a chegada de René: "é um amigo pessoal, inteligente, ótimo cara e dono de um bigode vantajoso. Se não tomar cuidado, com poucos minutos de conversa, ele rouba seu emprego e vira seu patrão", brincou. "Ele chega para colaborar e contribuir."

Treinador da seleção sub-17 e sub-20 do Brasil na década de 80, René quer aumentar a participação de atletas revelados no clube. Ele deve ter contato com clubes europeus para ver o trabalho feito em times como o Barcelona. Nos últimos anos, o Tricolor colecionou fracassos ao lidar com revelações: Oscar entrou na Justiça para deixar o clube, Lucas Piazon foi vendido ao Chelsea sem ter atuado no profissional e Henrique foi emprestado ao Granada, na Espanha.

Com a chegada de René Simões, o técnico do time sub-20, Zé Sérgio, perde prestígio. Após a queda na Copinha, ele irritou a diretoria ao dizer que o clube oferecia demais e cobrava pouco de seus jovens.

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