Andreu Dalmau/Efe
Andreu Dalmau/Efe

Vettel vence com Hamilton na sua cola

A concorrência chegou no GP da Espanha para o piloto da Red Bull, que por enquanto segue[br]absoluto no Mundial

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2011 | 00h00

O anormal seria se Sebastian Vettel não vencesse o GP da Espanha, ontem. Ele e o companheiro de Red Bull, Mark Webber, ocupavam a primeira fila no grid e os carros concebidos pelo projetista da sua equipe, Adrian Newey, somam, com a de ontem, 11 vitórias em 21 edições da prova no Circuito da Catalunha. O que ninguém esperava era o ritmo espetacular de corrida apresentado pela McLaren.

Lewis Hamilton fez Vettel suar o macacão para vencer. O inglês recebeu a bandeirada apenas 630 milésimos de segundo atrás de Vettel e seu companheiro de McLaren, Jenson Button, foi terceiro. Tudo em completa oposição ao que o resultado do treino classificatório, no sábado, sugeria, por conta da enorme vantagem imposta pela Red Bull. "Esses caras (Hamilton e Button) chegaram de vez", definiu Vettel.

"Foi difícil. Eu me lembrava do GP da China. Como lá, no fim, meus pneus também já estavam desgastados, que alívio quando a corrida acabou."

Hamilton tentava ultrapassá-lo a toda volta, no fim da reta, da 54.ª a 66.ª e última volta. Em Xangai, restando seis voltas, o inglês conseguiu e venceu. Foi a única vez que Vettel não ganhou neste ano e, mesmo assim, terminou em segundo.

Dos 125 pontos possíveis disputados até agora, Vettel somou impressionantes 118 e ampliou, ontem, ainda mais a liderança da competição. Hamilton tem 77. Com o inexpressivo quarto lugar de ontem, Webber ultrapassa Button e assume o terceiro lugar, 67. Button, quarto, tem 61.

Para quem foi o mais rápido na sexta-feira e estabeleceu a pole position no sábado, acabar em quarto, a 47 segundos de Vettel, quase institucionaliza Webber como segundo piloto da Red Bull. "Perder o primeiro lugar para Fernando (Alonso) e o segundo para Sebastian na largada comprometeu minha prova", justificou-se o australiano.

"Não dá para me sentir desapontado por não ter vencido", comentou Hamilton. "Nosso ritmo, hoje, esteve no mesmo nível da Red Bull. Demos um grande passo adiante com as modificações realizadas no carro."

Button, da mesma forma, celebrou a terceira colocação. Em vez de parar quatro vezes, como Vettel, Webber e o quinto colocado, Fernando Alonso, da Ferrari, Button optou pela estratégia de três pit stops.

"Para quem terminou a primeira volta em décimo, chegar ao pódio é fantástico." Os pneus concebidos para resistirem a poucas voltas, o sistema de recuperação de energia (kers), com seus 80 cavalos extra de potência, e o flap traseiro móvel, tudo planejado para facilitar as ultrapassagens, neste ano, não tiveram nos 4.655 metros da pista de Barcelona o mesmo efeito das quatro etapas anteriores.

"Apesar de estar a menos de um segundo de Sebastian, não tive, na verdade, nenhuma chance real de ultrapassá-lo", disse Hamilton, que pôde acionar o flap móvel e chegar à freada do fim da reta cerca de 18 km/h mais rápido que o alemão.

"Outro fator determinante nesta corrida foram os pneus. Quem se adaptou aos novos duros trazidos pela Pirelli, mais duros dos que usávamos, e foi bem pouca gente, teve imensa vantagem", explicou Rubens Barrichello, da Williams, 17.º. Esses pneus foram responsáveis por diferenças de três segundos, na média, entre algumas equipes, como entre Ferrari, muito afetada, e Red Bull e McLaren.

A próxima etapa, domingo, será nas ruas de Mônaco, cenário distinto de todos que a Fórmula 1 experimentou até agora neste ano. Será a primeira vez, também, que os pilotos vão utilizar os pneus supermacios e macios.

Esses mesmos pneus irão, depois, para as provas de Montreal e Valência. "Graças a Deus", afirmou Felipe Massa, que ontem abandonou com quebra do câmbio, depois de corrida bastante comprometida com o fraco desempenho da Ferrari com os superduros, além de ele próprio não ter produzido muito.

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