Heitor Vilela/COB
Heitor Vilela/COB

Vice de Nuzman assume presidência temporária do COB após prisão de dirigente

Ex-presidente da Confederação Brasileira de Judô, Paulo Wanderley Teixeira é considerado o sucessor de Nuzman nas próximas eleições

Ricardo Magatti, Especial para O Estado de S. Paulo

05 Outubro 2017 | 19h38

Com a prisão temporária de Carlos Arthur Nuzman, o vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley Teixeira, assumiu nesta quinta-feira, 5, a presidência da entidade. Ex-presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Wanderley se juntou a Nuzman para compor a chapa única vencedora do pleito à presidência do COB no final do ano passado.

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"O Comitê Olímpico do Brasil informa que o Vice-Presidente Paulo Wanderley Teixeira está no exercício da Presidência, conforme determina o Estatuto Social", comunicou o COB.

Presidente da CBJ de 2001 a 2016, Paulo Wanderley Teixeira foi escolhido por Carlos Arthur Nuzman devido ao seu trabalho à frente da CBJ. Por enquanto, ele não está sob investigação e está sendo blindado para não falar. Internamente, é tido como o sucessor de Nuzman, que está no seu sexto mandato e deixaria o cargo em 2020.

"Como vice-presidente do COB, vou trabalhar, junto com o presidente Nuzman, numa gestão comprometida com a manutenção das conquistas obtidas até aqui e com a consolidação da excelência do esporte no Brasil", disse Paulo Wanderley Teixeira em sua eleição, sem imaginar que seria presidente em exercício da entidade tão cedo.

Paulo Wanderley Teixeira também presidiu a Confederação Pan-Americana de Judô e foi vice-presidente da Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês), cargos que ocupou até 2015. Ele é membro do Conselho Executivo do COB desde 2014. Em caso de vacância dupla, o estatuto prevê a realização de novas eleições no COB.

Carlos Arthur Nuzman teve prisão temporária decretada pela Polícia Federal por cinco dias. No entanto, a justiça pode prorrogar a prisão para que as investigações não sejam prejudicadas. Nuzman é investigado por intermediar a compra de votos de membros do COI para a eleição que escolheu o Rio de Janeiro como sede olímpica em 2016.

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