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Alastair Grant/AP
Alastair Grant/AP

Vila Paralímpica acolhe atletas

Atletas têm o conforto de poderem até escolher o tipo de comida que preferem

Valéria Zukeran, O Estado de S. Paulo

28 de agosto de 2012 | 09h02

LONDRES - Os organizadores da Paralimpíada de Londres abriram a Vila dos Atletas para visitação e proporcionaram uma rara oportunidade de ver o funcionamento interno de sua estrutura. A equipe brasileira está bem instalada em um prédio próximo da entrada principal. E todos os atletas contam com facilidades como refeitório onde se pode comer à vontade de graça, salão de beleza, salão de jogos e centro de recreação.

Na entrada, o visual é o tradicional das grandes competições continentais: uma vila feita de prédios novos decorados com bandeiras que identificam onde estão instaladas as delegações. O Brasil se destaca facilmente entre os outros países mas, segundo o gerente de comunicação do CPB, Frederico Motta, uma das atrações preparadas para a Paralimpíada não pode ser instalada. “Fizemos um grande bandeirão, como aqueles de jogos de futebol, mas, por questões de segurança e da arquitetura do prédio, os organizadores não permitiram que nós a instalássemos”, lamentou.

Os atletas na Vila contam com diversas facilidades. O enorme refeitório oferece várias opções de cardápio: de fast-food à culinária mediterrânea, passando pela comida árabe e britânica. É permitido experimentar tudo sem gastar nada mas há um método para evitar excessos. Não é permitido entrar com mochilas no local – durante as refeições elas ficam em um guarda-volumes. Na porta de entrada o atleta pode consultar nutricionistas que ficam à disposição para orientações sobre o cardápio e na saída não é permitido levar estoque de comida para os quartos, exceção de uma fruta - disponível em várias caixas espalhadas ao longo da instalação - ou uma bebida.

Há um bom espaço para confraternização. Quando não estão treinando, os atletas podem se divertir no salão de jogos equipados com fliperamas, mesas de sinuca entre outras distrações além de uma lanchonete que serve de ponto de encontro para uma conversa ou até uma paquera. O visual parece o de um tradicional ponto de encontro para um happy hour não fosse o fato de bebidas alcoolicas não serem comercializadas no local.

A área internacional, uma praça da Vila onde é permitida a presença de convidados durante a Paralimpíada, oferece outras facilidades. Quem quiser representar seu país com um visual caprichado pode recorrer ao salão de beleza e se a vontade de comer um sanduíche apertou há uma lanchonete. Os que sentem saudades da família pode deixar o e-mail de lado e mandar uma correspondência tradicional, com selos especialmente confeccionados para a ocasião, ou comprar um presente na loja que oferece produtos licenciados dos Jogos dos mais variados preços. No entanto é preciso colocar a mão do bolso e não se descuidar nos cálculos pois uma Libra tem correspondido a um valor próximo dos R$ 3,50.

No prédio brasileiro, a parte inferior é destinada ao trabalho administrativo e à assistência aos atletas. Profissionais como médicos, enfermeiras, fisioterapeutas ficam à disposição para atender desde pequenas dúvidas a casos de maior emergência. Um único senão em toda a instalação foi apontado por alguns atletas cegos: o projeto dos prédios não obedece as regras da arquitetura universal – sistema que padroniza a construção de edifícios criadoscom o objetivo de abrigar deficientes físicos e visuais . No entanto, os brasileiros ressaltam que os apartamentos contam com vários recursos para facilitar a acessibilidade. A ideia é a de que os futuros proprietários dos imóveis possam optar por manter os itens atuais - como a barra de apoio nos banheiros - ou retirá-los, se assim quiserem.

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