Visita presidencial não define sede de Olimpíada, diz COI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reservou uma parte de sua agenda internacional nesta sexta-feira para fazer lobby no Comitê Olímpico Internacional (COI), em Lausanne, pela a candidatura do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2012. Mas antes mesmo de se encontrar com Lula, o presidente do COI, Jacques Rogge, já advertiu: "Se o presidente nos faz uma visita, é uma honra para nós. Mas isso não influenciará na candidatura (do Rio). A candidatura será julgada pela qualidade técnica, e não por uma vista oficial". Segundo Rogge, a segurança é o fator "nº 1" na candidatura da cidade, seguido pela qualidade da organização.Após o encontro com o presidente do COI, Lula fez questão de declarar que foi à Lausanne "apenas avisar que vamos trabalhar" para que o Rio de Janeiro seja escolhido. A eleição ocorre em meados de 2005 e, além da capital carioca, outras oito cidade concorrem para sediar o evento, entre elas Paris, Londres, Nova Iorque, Havana e Moscou."Vamos fazer todo o esforço possível e tudo que estiver em nosso alcance para que Rio seja a sede, pois nunca tivemos uma Olimpíada na América do Sul. Pelo tamanho do Brasil e pela importância do Rio de Janeiro, merecemos sediar uma Olimpíada", afirmou Lula. Agnelo Queiroz, ministro dos Esportes, também lembrou que a América do Sul jamais foi sede do evento e que essa seria a hora. Mas Rogge, em suas declarações, não deu mostras de que o fato de que os Jogos nunca foram realizados no continente seria um fator que pesaria na decisão do COI. Segundo ele, a escolha regional não pode ocorrer "às custas da qualidade dos Jogos. Qualquer boa candidatura pode ter chance", afirmou.SEGURANÇA - Sobre a questão da segurança, Lula fez o possível para mostrar que esse não seria um obstáculo para a candidatura do Rio. "O Brasil é um País que não tem nenhuma prática de terrorismo. Cuidaremos dos problemas da segurança para que as Olimpíadas ocorram da forma mais tranqüila possível. Mesmo alguém que queira praticar algo, ficará envergonhado pela dimensão do evento. O povo brasileiro saberá respeitar o significado de Jogos de Olímpicos no Rio de Janeiro", afirmou Lula, que também foi acompanhado pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.Para Queiroz, "o Brasil é um dos locais onde existe paz no mundo".Segundo ele, o problema da segurança já foi identificado e iniciativas serão intensificadas para solucionar o tema até 2007, quando ocorrem os Jogos Pan-Americanos no Rio. Pelas contas do governo, serão gastos US$ 2 bilhões apenas para o setor esportivo dos Jogos.Rogge ainda citou o Rio de Janeiro como "um dos ícones do mundo" e deixou claro que "as chances estão abertas a todos". "A luta continua" completou Lula. A próxima etapa no processo de escolha da sede de 2012 ocorre no dia 18 de maio, quando o COI divulga quais das cidades poderão ser consideradas oficialmente como candidatas. Além do Rio de Janeiro, outras oito cidades brigam para ser a sede dos Jogos: Paris, Londres, Nova York, Madri, Moscou, Leipzig (Alemanha), Istambul e Havana.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2004 | 10h26

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