Visto como lazer, 3x3 tenta ser olímpico

Esporte de alcance global, com estimados 250 milhões de praticantes e tido como "órfão" por uma das mais poderosas entidades esportivas do mundo. Esse é o perfil desenhado pela Federação Internacional de Basquete sobre o 3x3, também conhecido como street ou 21, um desdobramento informal do esporte da bola ao cesto que a Fiba quer tornar olímpico nos Jogos de 2016.

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2012 | 03h03

Uma estratégia agressiva da entidade para torná-lo modalidade formal está em pleno curso. A Fiba criou um circuito internacional para equipes e torneios para seleções com o intuito de atingir uma das regras fundamentais do Comitê Olímpico Internacional (COI): a universalidade.

O tempo urge. O programa dos Jogos do Rio será definido no 125.º congresso do COI, em Buenos Aires, daqui a um ano. Para a Fiba, o 3x3 entraria na Olimpíada de 2016 como um evento do basquete, como o vôlei de praia é para o de quadra.

O 3x3 funciona assim: são oito jogadores (cada equipe tem um reserva), meia quadra, uma cesta e 21 pontos, com o cronômetro rodando, no máximo, até dez minutos. Além do torneio masculino e feminino, também há o misto. E estão previstos torneios de enterradas (masculino), habilidades (feminino) e três pontos (misto).

A rigor, o caminho do 3x3 para a Olimpíada não deve ser tão tortuoso: o principal teste da modalidade foi em um evento do COI. Nos Jogos da Juventude, realizado em Cingapura, em 2010, a Fiba sugeriu que o basquete fosse representado pelo jogo entre trios.

Neste ano, a entidade passou a promover o 3x3 World Tour, com etapas em seis cidades. São Paulo foi uma delas, em julho. Desse torneio, a CBB observou jogadores e montou a seleção que viajou para o Mundial de Atenas, na Grécia, em agosto.

No plano da Fiba, 2013 é o ano de consolidação da modalidade. E a entidade tem um poderoso aliado: a NBA. A Liga Americana organiza de sexta até hoje, no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, sua versão do 3x3, o NBA3x, e também tem um plano de expansão. "Estudamos, no futuro, também fazer uma liga, porque o 3x3 tem enorme potencial", atestou Phillipe Moggio, vice-presidente da NBA para a América Latina.

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