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Vitor Belfort lança empresa para promover lutas de artes marciais

Companhia se chama OTB Fight, terá escritórios em São Paulo e Miami e espera organizar dois grandes eventos no próximo ano

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

14 Novembro 2014 | 19h20

A fim de promover e organizar eventos de lutas marciais no Brasil, foi criada a OTB Fight, empresa liderada pelos sócios Marcelo Goldfarb, Bruno Setúbal, Bruno Paiva, Marcelo Robalinho e Joana Prado, esposa do lutador de UFC Vitor Belfort. A maioria deles atua na Think Ball, que é ligada ao futebol, mas pelo crescimento do mercado de lutas no Brasil, o grupo resolveu diversificar sua atuação. "Estamos focados na promoção de grandes eventos, não só de MMA, mas de lutas no geral. A ideia é fomentar o segmento de artes marciais e profissionalizá-lo", afirma Renato Salles, um dos representantes da OTB Fight no Brasil.

Os escritórios foram criados em Miami e em São Paulo, e a ideia é atrair grandes marcas para o segmento de lutas. "Sabemos que ainda há muita resistência. Mas achamos que é um mercado mal explorado e podemos crescer muito. Nossa meta é melhorar o nível dos eventos nacionais e trazer grandes espetáculos. Nada impede de trazermos um Maidana, um Pacquiao ou um Mayweather. É nossa meta, mas temos consciência de que ainda está longe", continua Salles.

Em 2015, existe a expectativa de dois grandes eventos, mas como os contratos ainda não foram assinados, as informações são guardadas em sigilo. "Só posso garantir que não é de MMA nem de lutas no chão", diz, ciente de que pode usar as novas arenas de futebol para ter maior capacidade de público. Um outro caminho que a empresa pode tomar é ajudar o UFC nas organizações de eventos no Brasil. "A gente sabe que o UFC já tem suas parceiras, mas podemos no futuro participar de concorrências para executar eventos no País", explica.


Vitor Belfort foi convidado para ser embaixador da empresa, mas além disso ele quis também ser sócio da OTB Fight. Para ele, o UFC seria como a Fifa e a nova empresa poderia atuar conjuntamente. "Com a profissionalização do esporte, o atleta poderá ficar focado apenas em seu treinamento na maior parte do tempo. Tenho de deixar um legado para meus colegas e nosso escritório vai buscar investimento e revolucionar o mercado", avisa.

Uma das novidades será a criação de um aplicativo de celular para Vitor Belfort. "A gente está focado no desenvolvimento de novos produtos e buscamos oportunidades", explica Joana, que cuida do escritório em Miami. Nesse aplicativo, o lutador vai mostrar detalhes de seu treinamento e "aulas" poderão ser baixadas. "Tenho 19 anos de carreira em alto rendimento e nós precisamos acabar com o preconceito em relação às lutas, que são o esporte número 2 no Brasil", conclui Belfort.

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