Vítor e Doda querem título brasileiro

Dois cavaleiros querem o título brasileiro e acham que têm condições individuais de conquistá-lo. Mas ambos empurram a responsabilidade para o rival. "Estou preparado, mas não acredito que seja o favorito. Meus cavalos são novos, irregulares, e essa é a competição de saltos mais difícil do hipismo brasileiro", afirma Vítor Alves Teixeira, que pode fazer história: entra no Campeonato Brasileiro de Hipismo, amanhã, a partir das 12 horas, no Clube Hípico de Santo Amaro, em uma prova contra o relógio, em busca do décimo título. "Ainda não tenho bom conjunto com o San Diego. Posso ganhar, mas o Vítor é o favorito", afirma Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda. O cavaleiro, de 28 anos, tem um único título brasileiro, ganho em 1996, o último que disputou. "Nesse ano, não competi", cutuca Vítor. Sem André Johannpeter, Cláudia Itajahy e Bernardo Rezende Alves, é esperado um "duelo" entre Vítor e Doda. O Brasileiro será a primeira observatória para formar a equipe que representará o País nos Jogos Eqüestres Mundiais, em setembro, em Jerez de la Frontera, o que esquenta a disputa. O Brasileiro termina no domingo, com o GP, a partir das 13 horas. Vítor, de 43 anos, tem nove títulos brasileiros e quatro vice-campeonatos. Para conquistar o histórico décimo título e o segundo tricampeonato consecutivo (foi campeão em 94, 95 e 96 e em 99 e 2000) terá de superar Doda. Nas duas últimas Olimpíadas - Atlanta, em 96, e Sydney, em 2000 - e no Mundial de Roma, em 98, foi Doda quem ficou com a vaga na equipe brasileira. Vítor não tinha montaria competitiva, mesmo sendo o melhor cavaleiro do Brasil, levando em conta os títulos nacionais. Agora, Vítor tenta formar conjunto com Cactus - com o qual pretende saltar na Copa do Mundo da Alemanha, em maio -, comprado por um aluno de Curitiba, e com a égua Mayeve, emprestada pela amazona Luciana Diniz. Doda, que foi campeão paulista há duas semanas, confia em Audi San Diego depois de descobrir o problema que atrapalhava seu desempenho. "Ele estava com uma vértebra cervical deslocada, mas no Paulista, depois que um quiropata colocou a vértebra no lugar, saltou muito bem." Doda observa que a prova é difícil, com obstáculos a até 1,60 metro de altura. "Nesse duelo, tenho de respeitar o Vítor, mas também posso vencer." Doda vai para a Espanha, em fevereiro, participar de outra observatória para o Mundial.

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