Vitória de lavar a alma

Foi uma vitória para lavar a alma do vôlei feminino brasileiro. E as jogadoras da seleção subiram ao ponto mais alto do pódio ainda atordoadas, com um misto de alegria pelo sucesso, após anos de tentativas, e de sensação de dever cumprido. Ao entrar na quadra, fizeram o "trenzinho". Em seguida, abraçaram-se. Ainda agradeceram, num cartaz, às jogadoras Carol Gattaz e Joycinha, que estavam com o time até o ano passado e que ficaram de fora da aventura chinesa. Festejaram - e tiraram muitas fotos. Uma das primeiras coisas que Valeskinha fez após o jogo, no vestiário, foi ligar para a mãe. A meio-de-rede é filha da ex-atleta Aída dos Santos, que também disputou uma Olimpíada, a de Tóquio-64. "É uma felicidade sem tamanho ganhar o ouro olímpico", disparou a campeã. Paula Pequeno, uma das melhores atletas do time na conquista, reconheceu a vida nova da modalidade após o ouro. "Todos vão olhar o esporte de forma diferente", comentou. "Foi uma conquista para não deixar dúvidas. Somos heroínas e estamos na história dos Jogos."Duas jogadoras anunciaram a intenção de deixar a equipe: a levantadora Fofão e a meio-de-rede Walewska. "Não é definitivo, mas agora é o que quero fazer", reafirmou Walewska. "Estou desde 1998 com o time. Tenho de dar um tempo."

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