Vitória de um time burocrático

Seleção mostra falhas e Kaká é o único que sobressai

Luiz Antônio Prósperi, O Estadao de S.Paulo

16 de junho de 2009 | 00h00

A seleção de Dunga não é um grande time e tem apenas um jogador acima da média. E foi com ele que saiu na frente no início do jogo contra a bem comportada e técnica equipe do Egito. Kaká rompeu pela zaga, deu um lençol em um beque, tirou outro da jogada e mandou a bola para a rede com classe. Tudo dentro do enredo de um craque ou de um jogador acima dos comuns mortais da bola.O Egito não entrou em parafuso após admirar a obra de Kaká. Fiel ao seu jogo de troca de passes curtos, usou as costas do fraquíssimo Kléber para chegar ao empate. De um cruzamento da direita, Zidan, fez.Não deu nem tempo para a festa. Comum aos times burocráticos, que ensaiam suas jogadas à exaustão, o Brasil fez o segundo com Luís Fabiano, de cabeça, aproveitando cobrança do carimbador Elano. Quando o Egito tentava se reorganizar, lá foi o zagueiro Juan, de cabeça, espetar o terceiro aproveitando escanteio batido por Elano. Fatura liquidada, as duas seleções foram para o intervalo. Na volta, o técnico do Egito veio com o meia habilidoso Ahmed Eid para jogar em cima de Kléber. E mandou o rápido Zidan ocupar os espaços de Daniel Alves. Com 11 minutos, o time africano empatou com Shawky e Zidan sempre nas costas de Daniel. Gols relâmpagos que deixaram à mostra as diversas fraturas do time de Dunga.A seleção entrou em pânico. Os volantes Gilberto Silva e Felipe Melo, estáticos, perderam a marcação. Não sabiam para onde ir. Daniel e Kléber franquearam a avenida. Robinho e Elano, dois zumbis. Dunga se apressou e trocou os dois por Pato e Ramires. Pouco funcionou. Ramires ainda deu mais opções de saída de jogo e contra-ataques.Quando o empate era certo, o lance capital. Falta da direita, Daniel Alves bateu e a bola caiu no pé do zagueiro Lúcio, que mandou de primeira para o gol. Al Muhamadi, em cima da linha, tirou com o braço. Kaká bateu o pênalti e fez Brasil 4 a 3.

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