Vitória para o estreante Muricy

Treinador é aplaudido no Palestra Itália e vibra com o 1 a 0 sobre o Fluminense. O gol foi de Diego Souza

Daniel Akstein Batista, O Estadao de S.Paulo

30 de julho de 2009 | 00h00

Muricy Ramalho teve a recepção que imaginava e conseguiu o resultado que todos os palmeirenses esperavam. Aplaudido na entrada e na saída do Palestra Itália, o técnico acenou aos torcedores, agradeceu e sentou pela primeira vez no banco dos mandantes no estádio alviverde. Comemorou muito o gol de Diego Souza, o da vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, que chegou a dez jogos sem vencer e briga contra o rebaixamento. O Palmeiras assumiu a liderança, três pontos a mais do que o Atlético-MG (31 a 28) e com uma partida a mais - os mineiros enfrentam hoje o Flamengo.A chuva de ontem na cidade atrapalhou o espetáculo. Além das arquibancadas não lotarem - 16 mil torcedores foram ao Palestra -, o gramado molhado não ofereceu a melhor condição aos atletas. O Palmeiras esteve aquém do apresentado no domingo, quando venceu o Corinthians por 3 a 0 em Presidente Prudente. Obina, autor do três gols, também falhou ontem.Muricy subiu ao gramado logo após os jogadores. Atravessou o campo até chegar ao banco e, no caminho, cumprimentou a torcida com um aceno. Antes de gritar o nome do novo treinador, os palmeirenses lembraram também de Jorginho, um dos responsáveis pela boa campanha da equipe - conquistou 16 pontos em 21 disputados.O ex-são-paulino, agora de verde, permaneceu quase todo o tempo todo em pé. Gritou, levou as mãos à cabeça, ao bolso, passou instruções. Vibrou quando Diego Souza fez 1 a 0 aos 13 minutos do segundo tempo, depois de receber passe de Cleiton Xavier. Muricy aplaudiu e recebeu abraço do meia, que jogou com a camisa 100 em comemoração ao número de partidas disputadas com a camisa alviverde no clássico de domingo.Apesar da má fase, o Fluminense mostrou que pode ainda fugir do descenso. Com uma defesa bem postada, deu trabalho ao Palmeiras. Mas é preciso não abusar dos erros e aproveitar as oportunidades criadas.O esquema armado por Muricy não deu certo no tempo inicial. Souza, bastante elogiado pelo treinador no dia anterior, estava sumido em campo. O volante não conseguiu apoiar e errou muitos passes - foi substituído pelo atacante Ortigoza na segunda etapa.Os times poucos criaram em campo e as chances de gol foram raras. Como nos lances em que Diego Souza chutou para Fernando Henrique defender, em que Cleiton Xavier acertou a trave ou em que Kieza e Mariano assustaram Marcos.Com um futebol mais ousado na segunda etapa, o Palmeiras balançou as redes e depois conseguiu se segurar, graças também às más finalizações dos adversários. Muricy ainda colocou o zagueiro Marcão no lugar de Obina, fechando mais o time.O desempenho da equipe pode não ter sido dos melhores, mas foi o suficiente para a torcida sair satisfeita do estádio. No final, Muricy Ramalho bateu a mão no braço, num gesto que o caracterizou no São Paulo, mais uma vez agradeceu o apoio da torcida e desceu para os vestiários sorridente. No sábado, tentará levar o Palmeiras a outra vitória, contra o Sport, na Ilha do Retiro.

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