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Vitorioso nas quadras, Rodrigão quer brilhar também nas areias do Rio

Atleta segue os passos de Karch Kiraly e sonha participar de mais uma edição dos Jogos Olímpicos

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2013 | 02h11

SÃO PAULO - O jogador Rodrigão, de 2,05m de altura, abandonou uma carreira vitoriosa nas quadras no ano passado para se dedicar ao vôlei de praia. A troca de um piso duro pela areia fofa não é inédita no esporte, mas não é comum os atletas fazerem esse caminho. Com uma medalha de ouro olímpica, conquistada em 2004, e duas de prata, ele agora sonha em participar dos Jogos de 2016 na praia. "Só de jogar lá seria perfeito. Tenho uma recordação muito boa das quadras, mas agora estou há quatro meses no vôlei de praia e preciso jogar bastante."

O norte-americano Karch Kiraly talvez seja o maior exemplo de sucesso, pois é o único até hoje a ter conquistado a medalha de ouro olímpica na quadra e na praia. Rodrigão não sabe se conseguirá igualar o feito, mas lembra que os treinos quando jovem o ajudaram muito com a mudança de modalidade. "Eu dei sorte porque quando comecei na quadra os centrais faziam tudo: levantavam, passavam, defendiam, pois não existia ainda a função do líbero. Tenho os fundamentos porque aprendi no começo. Quando mudei para o vôlei de praia, achava que o passe seria o mais difícil, mas foi até melhor que esperava. Já o bloqueio tem um tempo diferente no salto, tem de se adaptar", afirma.

Rodrigão tem na ponta da língua as principais dicas para as pessoas que quiserem começar a jogar vôlei. "É preciso treinar nos dois, praia e quadra, e quanto mais fizer isso, mais vai aprender. Falo para os meus filhos: 'treinem o máximo possível, independentemente do chão, da bola e do local'. Acredito que não adianta escolher um dos dois logo de cara, tem de passar por eles antes. Mas agora vejo que na praia tem de ser mais completo, pois precisa jogar contra sol e vento, por exemplo."

Agora experimentando essa vida ao ar livre, Rodrigão começou a jogar ao lado de Carlão, que depois virou seu treinador. Então Marcus virou parceiro do atleta, que sabe que essa escolha é de suma importância para o sucesso da empreitada. "Tem de treinar com um parceiro, com outro, até achar o ideal. Não é fácil escolher, pois representa 50% do time", comenta.

O jogador só lamenta não ter sido incluído para participar do Circuito Mundial - só atletas da seleção brasileira foram chamados. "Queria bastante ir, mas infelizmente mudaram as regras e não sei se um dia vou ser convocado. São três anos para trabalhar e acho que seria mais fácil se disputasse partidas internacionais, pois melhoraria muito mais rapidamente", explica Rodrigão.

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