V.Max deve chegar a Vitória na quarta

A navegação do veleiro V.Max/Nautos no percurso Trindade-Vitória da 3ª Regata Eldorado-Brasilis, indica que o barco baiano deverá chegar ao Iate Clube do Espírito Santo por volta da 1 hora da madrugada de quarta-feira, se a condição favorável de vento se mantiver. Durante a segunda-feira, o comandante chinês Kan Chuh conseguiu estabelecer a melhor média da regata desde a largada, no dia 19 em Vitória, percorrendo 95 milhas (170 km) em um período de 12 horas. "O V.Max está andando mais do que esperava, mantendo a velocidade média sempre acima dos 8 nós (15 quilômetros por hora). Além de o barco ser rápido, a tripulação está sendo eficiente para aproveitar o vento à favor", avaliou o árbitro da regata, o gaúcho Odécio Adam, que acompanha as posições dos barcos via rádio, a bordo do rebocador Triunfo. O vento nordeste com intensidade superior a 10 nós continua ajudando a flotilha de 11 veleiros a se aproximar da costa do Espírito Santo. Desde a relargada no último sábado em Trindade, considerando-se os diferentes horários de partida, o V.Max ganhou mais de 20 milhas em relação ao Quiricomba/Opportunity, da Escola Naval, maior rival na primeira etapa da prova, disputada entre Vitória e Trindade. O desempenho do Normandie/Valtur, com uma média de 80 milhas a cada 12 horas, projeta a chegada do barco capixaba à Vitória também na madrugada de quarta-feira, provavelmente junto com o Quiricomba e algumas horas depois do V.Max. O BL3/Alforria, de Ilhabela e o Corumii/Forecast devem cruzar a linha de chegada no início da tarde de quarta-feira, à frente do paulista Domani e do carioca Lula. Os veleiros que relargaram em Trindade por último, Mar sem Fim/Nera, Taigun, Rajada e Kanaloa têm a previsão de atracar entre quinta e sexta-feira. Cruzeiro - A tripulação do barco Taigun, de 35 pés (12 metros), da Escola de Vela Oceânica, de Santa Cruz da Cabrália, está correndo a terceira regata Eldorado/Brasilis sem compromissos com o resultado. "Estamos aproveitando esse vento confortável para fazermos um ótimo cruzeiro. Nem temos vela-balão, o que exigiria muito dos cinco tripulantes durante as manobras", disse o alemão Jurgen Lechte, comandante do Taigun e que mora na Bahia há 18 anos, desde que chegou ao Brasil. "Quando o mar está calmo é uma delícia tomar o café da manhã no convés, com aquele pão quentinho que nós mesmos fazemos e assamos aqui no barco", falou o comandante alemão, destacando o que ele mais gosta de fazer na regata, além de ler livros sobre as civilizações européias e dormir. O veleiro Kanaloa (Deus dos Mares na dialeto dos polinesios) também navega no rumo de Vitória sem a genoa (vela menor que fica à frente no mastro) - rasgada na chegada à Trindade - e sem a vela-balão. "Não temos tripulação suficiente para içarmos o balão. Apenas eu e a minha esposa temos experiência para velejar. Seria complicado colocarmos uma vela com 150 metros quadrados num barco de 26 toneladas", considerou José Torres Pinto, comandante do Kanaloa, um veleiro de 50 pés, que leva um tubarão preto desenhado em cada lado do casco branco, junto ao bico de proa.

Agencia Estado,

28 de janeiro de 2002 | 17h29

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.