Vôlei: Banespa vence e adia decisão

A decisão da Superliga Masculina de vôlei foi para o quinto jogo - sábado, no Mineirinho. E essa será a última semana do campeão olímpico e mundial, o atacante Nalbert, em quadra. Neste sábado, o Banespa Mastercard venceu o Telemig Celular Minas no quarto jogo do playoff por 3 sets a 1 (25/17, 23/25, 25/21 e 25/22) e empatou a série melhor-de-cinco por 2 a 2. "Vou aproveitar cada minuto, cada segundo, dessa minha última semana e espero que seja a melhor de todas", disse Nalbert, de 31 anos, que planeja mudar para o vôlei de praia, terminada a Superliga. Nalbert fez 14 pontos neste sábado, mas o melhor pontuador foi Rivaldo, do Banespa, com 19. Mas Nalbert, quase símbolo da bem-sucedida geração do vôlei masculino que ganhou a medalha de ouro nos Jogos de Atenas, nunca foi campeão brasileiro - título que o Banespa também não conquista desde 1992 (quando ainda nem existia a Superliga). "Faz tempo, né? A hora é agora." Currículo não falta ao atacante que, além do título olímpico, é o único que conseguiu ser campeão do mundo nas categorias adulta, juvenil e infanto-juvenil (com 17 anos). Mas observa que se sua despedida das quadras incluir um título que ainda não tem será ainda melhor. "Não é uma questão de currículo, acho que já ganhei bastante. Também não é pelo fato de nunca ter sido campeão brasileiro - joguei muito tempo no exterior. Mas seria muito, muito legal ter como última imagem da quadra um título como esse, conquistado com um time de moleques." O Banespa perdeu os dois jogos da final, no tie-break, em Minas. Venceu em casa, duas vezes, por 3 sets a 1. "Tivemos as duas partidas na mão lá, mas não fechamos", observa Nalbert. "Espero que dessa vez tudo venha a nosso favor. Se esse time chegou até aqui é porque tem personalidade para chegar lá e ganhar, não importa se são 20 mil pessoas , se é o Mineirinho." O técnico Mauro Grasso, do Banespa, acha que seu jovem time, fica ansioso demais para fechar o jogo. "Se mantivermos esse mesmo nível de concentração, acho que podemos ganhar. A torcida mineira é barulhenta, mas fica longe da quadra, no Mineirinho." O ponta Filipe, do Banespa, que entrou no segundo set no lugar de Ricardo Serafim (o jogador cortou o dedo polegar em um bloqueio), disse que não há um titular fixo. "O técnico sempre me deu confiança, acho que fui bem, mesmo tendo errado dois saques seguidos." O técnico Marcos Miranda, do Minas Tênis, disse que "não foi o que faltou na equipe dele, mas o que sobrou no adversário?, no jogo deste sábado. Vai treinar o maior número de vezes que puder no Mineirinho para se acostumar ao ginásio e tentar tirar vantagem disso. O ponta Roberto Minuzzi, de 24 anos, que está entre os convocados da seleção brasileira, foi o maior marcador do Minas, com 15 pontos. "Não adianta só um de nós estar bem. O Minas é um time que depende de todos, do grupo", acentuou Minuzzi.

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