Vôlei: bicampeãs abrem Salonpas Cup

A Salonpas Cup, competição feminina de vôlei que terá seis times de quatro países (Brasil, Alemanha, Peru e Cuba), começa neste sábado e vai até o dia 10, no Ginásio do Ibirapuera, com duas partidas diárias. Em busca do tricampeonato na quarta edição do torneio, o Finasa/Osasco faz o jogo de abertura com o Club de Regatas Lima, do Peru, às 15 (com transmissão do Bandsports). Em seguida, às 17h, o Rexona/Ades, do Rio, enfrenta o MRV/Minas (pela ESPN Brasil).Sem Mari e Paula, mas reforçada por Valeskinha, Érika e Arlene, a equipe de Osasco, comandada pelo técnico José Roberto Guimarães, terá na estréia uma incógnita. A maior referência do time peruano é a levantadora Rosa Garcia, que na década de 80 atuou em times brasileiros como Rio Forte, BCN e Pinheiros. Ela é um ícone da Seleção Peruana, que foi a maior potência sul-americana daquele tempo.Aos 40 anos, e com apenas 1,77 m, Garcia ainda é o maior destaque do vôlei peruano. Voltar ao Brasil após tanto tempo motivo de comemoração para a jogadora: "Toda vez que volto aqui me emociono. principalmente quando encontro minhas amigas brasileiras, que deixaram saudade. Adoro a Márcia Fu, Ana Flávia (que já pararam de jogar), a Fernanda Venturini, Leila... Tenho boas lembranças daqui." Rosa admite que o momento do vôlei em seu país é delicado. "Ainda sou muito lembrada porque as boas jogadoras do Peru jogam no Exterior. No Peru não temos uma competição nacional, e quando temos dura dois meses. Por isso que a Salonpas vai ser muito importante para a gente", diz. Divorciada, Rosa já colocou Carolina, a filha de 12 anos, para jogar vôlei.Além de Osasco e Rexona - que tem Bernardinho como técnico e jogadoras da Seleção Brasileira como Fernanda Venturini, Sassá e Fabiana - é o Havana Club que chega como favorito. O time comandado por Ana Ibis Diaz Martínez conta com cinco atletas que conquistaram o bronze nos Jogos de Atenas. Entre elas estão Carrillo, destaque na competição grega, e Ramirez. "Será uma experiência interessante porque nossa equipe é muito jovem. Considero Fernanda Venturini um ídolo, e procuro sempre fazer o que ela faz", diz Ramirez, levantadora do time cubano. Se vai haver rivalidade entre Brasil e Cuba? "De jeito nenhum. Isso já passou, foi em 1996, nos Jogos de Atlanta. Fora da quadra somos muito amigos", afirma Zé Roberto.O sexto time na competição é o alemão Usc Münster, que estréia amanhã, às 13h, diante do Osasco.

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