Vôlei: Brasil pega Bulgária em Madri

A seleção brasileira masculina de vôlei, a melhor da fase classificatória da Liga Mundial, é apontada pelos rivais como a favorita para conquistar o título da competição. Três problemas, no entanto, podem evitar o terceiro título do Brasil na Liga: estar no "grupo da morte" (com Itália e Rússia), a irregularidade no saque e a ausência do melhor jogador de meio-de-rede, Gustavo, contundido. O time de Bernardo Rezende, o Bernardinho, único técnico não europeu no torneio, estréia amanhã na fase final, às 8 horas (de Brasília), com SporTV, contra a Bulgária. Oito seleções disputam o título - a decisão será no domingo. No Grupo E estão Espanha, República Checa, Sérvia e Montenegro e Grécia. O sorteio favoreceu escandalosamente o time da casa, a ponto do astro espanhol, Pascual, comentar que sua seleção tem a grande chance de ir às semifinais. Há apenas dois dias, Bernardinho teve acesso às fitas de vídeo do adversário na primeira etapa. "As informações que tínhamos da Bulgária e que vínhamos estudando eram do Mundial do ano passado. Eles estão jogando bem melhor", declarou o treinador, que definiu o time base com o levantador Ricardinho, André Nascimento como oposto, Henrique e Rodrigão (centrais), e Giba e Nalbert (ponteiros). Escadinha é o líbero. Desde que assumiu a seleção masculina, Bernardinho nunca enfrentou a Bulgária. O técnico búlgaro Milorad Kijac disse em coletiva de imprensa que seu time quer mostrar que a classificação para as finais não foi um mero acaso. "Seremos a grande surpresa dessa Liga", afirmou Kijac. A Bulgária, 13.ª no Mundial e convidada para disputar a Liga na última hora, venceu três das quatro partidas da fase inicial contra a Sérvia e Montenegro (aual campeã olímpica). Classificou-se em segundo na chave que tinha ainda Holanda e Cuba. É um time alto (média de 1,99 metro contra 1,94 do Brasil) e potente. Ao contrário do Brasil, os búlgaros estão acertando a mão no saque. Nikolov (2.º colocado com 31 aces), Ivanov (4.º, com 24) e Konstantinov (8.º, com 21) figuram entre os dez melhores sacadores. O melhor brasileiro é Anderson, na 33.ª posição, com 9 aces. Evgeni Ivanov (o número 1 - e não o levantador -, de 2,10 metros) é também o melhor bloqueador (70 pontos diretos), Nikolov, o maior pontuador (210 pontos) e Konstantinov, o terceiro nesse ranking (196 pontos). Para avançar no torneio sem depender de outros resultados, o Brasil tem de vencer pelo menos dois jogos. Rússia e Itália (reforçada do levantador Meoni) são os próximos adversários.

Agencia Estado,

07 de julho de 2003 | 18h11

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.