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Vôlei brasileiro renova patrocínio

O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ari Graça, convocou uma entrevista coletiva, no Hotel Intercontinental de Atenas, para anunciar a renovação do contrato de patrocínio com o Banco do Brasil, até 2008. Mas não disse quanto será o valor aplicado, alegando segredo de contrato. Revelou, no entanto, que a CBV trabalha com o maior orçamento dentre os esportes olímpicos brasileiros, depois do futebol, de R$ 30 milhões esse ano (juntando outros patrocínios ao da estatal federal). O patrocínio do banco é restrito ao vôlei de praia, que organiza um circuito nacional com 16 etapas, masculino e feminino, às seleções de quadra, que consomem 64% dos recursos, e aos Brasileiros de base. Não é utilizado na Superliga Nacional, que reúne os clubes, e nem na manutenção dos principais atletas da seleção no País - a maioria jogará a temporada no exterior, na Itália principalmente. Na entrevista, Ari Graça se pôs a dar números sobre o sucesso do vôlei, que tem contrato com o Banco do Brasil desde 1991, dizendo que no último ciclo olímpico, entre 2001 e 2004, as seleções, de todas as categorias, foram ao pódio em 30 dos 33 eventos em que participaram, 22 vezes em primeiro lugar. Mas, embora admita que "é péssimo para o vôlei brasileiro" não ter estrelas como Giba em quadra - vai atuar na temporada italiana, assim como a maioria dos jogadores da seleção, esvaziando o campeonato nacional e reduzindo o interesse -, o dirigente não aponta uma solução, a não "ser o euro deixar de custar R$ 3,80" ou ter uma TV de canal aberto (atualmente a Superliga tem contrato apenas com a SporTV) mostrando a competição. "Se a TV me disser vou transmitir, eu busco todo mundo na Itália", prometeu Ari Graça, referindo-se ao repatriamento dos jogadores. Só a TV aberta poderia, segundo Ari, atrair patrocínios expressivos para o torneio de clubes. Ele disse que vem negociando com o SBT. No ano passado chegou a anunciar a entrada da Bandeirantes, mas a emissora desistiu de transmitir o campeonato. O dirigente também admite que embora tenha seleções vitoriosas, inclusive nas categorias infanto-juvenil e juvenil, o que, na sua visão garante o vôlei entre os primeiros do mundo por "mais 20 anos", tem problemas para o desenvolvimento do esporte em alguns Estados, como no Rio, em que não há equipes. Acha que não se pode contar com clubes de futebol. Quando Vasco e Flamengo fizeram a decisão da Superliga Feminina há duas temporadas, as jogadoras deixaram os clubes sem receber salários - Fernanda Venturini ainda está na Justiça contra o Vasco.

Agencia Estado,

27 Agosto 2004 | 16h34

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