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Vôlei entra na final com os pés no chão

A seleção de vôlei tem, neste domingo, a incumbência de garantir ao Brasil a melhor participação em Olimpíadas, num jogo que promete ser empolgante. A equipe de Bernardinho, impecável na competição até agora, enfrentará a perigosa Itália, a partir das 8h30 (de Brasília), no Estádio da Paz e da Amizade. A marca mais expressiva do País na história dos Jogos foi conseguida em Atlanta, em 1996, quando obteve três ouros. A vitória no vôlei, neste domingo, levará os sul-americanos pela quarta vez ao topo do pódio em Atenas, ultrapassando o desempenho na cidade norte-americana. Os três ouros na Grécia foram alcançados por Robert Scheidt e pela dupla Torben Grael e Marcelo Ferreira no iatismo e por Ricardo e Emanuel no vôlei de praia. As chances do time do técnico Bernardinho são grandes, principalmente depois da excelente atuação de sexta-feira, contra os Estados Unidos. A indiscutível vitória por 3 sets a 0 aumentou ainda mais a confiança do grupo e pôs o Brasil como favorito ao título. Os treinadores e a imprensa internacional vêm ressaltando a qualidade da equipe sul-americana, apontada, hoje, como a melhor do mundo. Esse clima de "já ganhou", por sinal, é o que mais preocupa Bernardinho e os mais experientes. O excesso de confiança talvez tenha sido a principal causa da derrota da seleção feminina na semifinal. O triunfo parecia assegurado contra a Rússia, mas um provável relaxamento na hora de decidir mudou a história do jogo. "Precisamos ter os pés no chão, não podemos entrar em quadra achando que vamos atropelar a Itália", afirmou o meio-de-rede Gustavo, de 29 anos. Bernardinho fez questão de lembrar o público brasileiro, de forma até insistente, que o confronto será "dificílimo". Um pouco para tirar aquela pressão que costuma cercar os favoritos. Mas também porque realmente se preocupa com o adversário. A Itália arrebentou a Rússia na sexta-feira e chega à decisão com moral. "A Itália está vivendo o melhor momento dos útimos oito anos", avaliou. Na primeira fase, as seleções se encontraram e fizeram duelo emocionante. O Brasil acabou vencendo, mas só no tie-break - 33 a 31. Antes da Olimpíada, os times se cruzaram na final da Liga Mundial. E os sul-americanos foram melhores: 3 a 1, em pleno Ginásio Palalottomatica, em Roma. Os atletas estão concentrados. Depois da vitória sobre os Estados Unidos, na sexta-feira, deixaram rapidamente o ginásio para voltar à Vila Olímpica e descansar. Hoje, fizeram trabalho físico e assistiram a vídeos do adversário. O bloqueio italiano e o ponta Andrea Sartoretti são as principais armas da Itália. Dia da consagração - Os últimos três anos de trabalho, já sob o comando de Bernardinho, foram fundamentais para que a seleção desembarcasse em Atenas com excelentes possibilidades de brigar por medalha. Nesse tempo, conquistou três vezes a Liga Mundial de Vôlei, em 2001, 2003 e 2004, o Mundial de 2002 e a Copa do Mundo de 2003. Só falta, agora, o ouro olímpico para a consagração dessa espetacular equipe.

Agencia Estado,

28 Agosto 2004 | 17h41

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