Vôlei feminina admite: Hooker fez a diferença em derrota

A derrota da seleção brasileira feminina de vôlei por 3 sets a 1 para os Estados Unidos pela segunda rodada da Olimpíada de Londres teve um diferencial: a atuação da oposto americana Destinee Hooker. Essa é a opinião do próprio time brasileiro, que não conseguiu encaixar a marcação do bloqueio sobre a rival nesta segunda-feira.

PAULO FAVERO, Agência Estado

30 de julho de 2012 | 16h31

Hooker foi a maior pontuadora da partida, com 23 acertos, sendo 22 no ataque. Para se ter ideia, o destaque brasileiro diante das americanas foi a oposto Sheilla, com oito pontos a menos.

A líbero Fabi, por exemplo, admitiu ter sofrido com a potência dos ataques de Hooker. "Quando a gente joga desse jeito sobra mais porrada mesmo, mas estou ali para isso. O que veio de pancada não foi mole. A Hooker tem muita qualidade e não podemos tirar o mérito dos Estados Unidos", afirmou.

O técnico José Roberto Guimarães ficou tão impressionado com o desempenho de Hooker que até creditou dois pontos mais à americana. "Ela fez a diferença, marcou 25 pontos. O percentual dela de ataque foi muito alto", disse o comandante brasileiro, que também não deixou passar batido o excesso de erros de sua equipe, que cedeu 27 pontos de graça. "No total nós erramos 15 saques e isso atrapalhou."

Hooker, por sua vez, minimizou a facilidade encontrada por sua equipe. "É uma grande vitória nossa, mas não significa muita coisa. Toda partida com o Brasil sempre será uma grande batalha", disse a americana, que está trocando o Osasco, clube que defendeu na última Superliga, pelo Dynamo Krasnodar, da Rússia.

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