Fábio Motta/AE - 31/3/2012
Fábio Motta/AE - 31/3/2012

Vôlei Futuro joga com oportunidade de quebrar tabu na Superliga

Equipe tenta mudar a tradição de títulos divididos entre times de Osasco e Rio desde 2002/2003

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2012 | 03h02

RIO - O Vôlei Futuro coloca em jogo contra a Unilever, às 21h oras, no Ginásio do Maracanãzinho, sua chance de fazer história na Superliga Feminina de Vôlei. Desde a temporada 2001/2002, quando o Minas foi campeão, o título tem sido dividido entre as equipes do Rio e de Osasco. O time de Araçatuba precisa vencer hoje para que seja possível a quebra deste tabu. O Sollys Nestlé, de Osasco, já está classificado para a decisão.

Vôlei Futuro e Unilever têm feito uma série de melhor de três jogos de semifinal atípica. O confronto está empatado por 1 a 1 e até agora nenhuma equipe venceu em casa. O técnico do time de Araçatuba, Paulo Cocco, diz que suas atletas estão prontas para o desafio de derrotar mais uma vez as adversárias cariocas diante de sua torcida. "Venho trabalhando desde o início das semifinais com o fato de que, para irmos à final, teríamos de ganhar no Rio."

A equipe está concentrada. Desde sábado, quando ganhou da Unilever por 3 sets a 2, o Vôlei Futuro não voltou para Araçatuba. O técnico Paulo Cocco preferiu fazer uma série de atividades no Centro de Treinamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), em Saquarema. "A gente acredita que é possível (vencer)", diz, o treinador. E para aumentar a confiança de suas atletas lembra que, nesta temporada, a série de confrontos está rigorosamente empatada.

Outro fator que pode contribuir a favor do Vôlei Futuro, segundo Cocco, é o fato de que tanto ele como boa parte do grupo já disputaram decisão de título da Superliga Feminina por outras equipes.

O técnico da Unilever, Bernardinho, espera um duelo difícil e pede que a torcida compareça para prestigiar o time. "As duas equipes estão niveladas e ambas iniciaram a disputa da Superliga como uma das favoritas ao título. As jogadoras experientes, que sabem decidir, estão distribuídas pelos dois times. Há muito equilíbrio", avalia. "O nosso time entra com o objetivo de jogar tecnicamente melhor."

Para a levantadora Fernanda Venturini, a Unilever precisa reagir porque, no último jogo, o grupo não mostrou seu melhor vôlei, especialmente no saque. "É preciso muita concentração, fazer bem o nosso jogo e evitar, ao máximo, os erros."

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