Helvio Romero/AE
Helvio Romero/AE

Volta de Rogério causa euforia no São Paulo

Após afastamento de seis meses por causa de uma cirurgia no ombro, goleiro retorna ao time hoje, contra o Flamengo

Fernando Faro, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2012 | 03h04

SÃO PAULO - Quando cruzar o túnel dos vestiários pela 1017.ª vez na carreira, Rogério Ceni será ovacionado pela torcida do São Paulo e reiniciará uma trajetória marcada por vitórias, títulos, 103 gols marcados e polêmicas. O retorno do camisa 1 no jogo contra o Flamengo, seis meses após a lesão no ombro direito que o obrigou a passar por uma cirurgia, automaticamente se torna o grande atrativo da partida e gerou euforia nos torcedores, que devem comparecer ao Morumbi em número expressivamente maior do que o habitual.

A última vez que Rogério vestiu o uniforme do Tricolor foi no ano passado, na inútil vitória sobre os reservas do Santos que não levou a equipe à Libertadores. À distância, acompanhou uma profunda reformulação no elenco, seu início promissor e nada pôde fazer para evitar os fracassos no Paulista e na Copa do Brasil. Nesse período viu a queda de Emerson Leão, com quem não tinha boa relação, e fará parte do início da era Ney Franco.

Havia a preocupação de como um atleta de quase 40 anos reagiria a uma intervenção cirúrgica. Mas a determinação fez com que o prazo de recuperação fosse o menor possível (o cenário mais pessimista indicava até oito meses fora) e o próprio goleiro afirma que está apto a voltar. "Me sinto bem, fazendo os movimentos. Acho que é a idade, você perde um pouco do vigor físico, mas ganha em experiência. Fiz todos os exames e teste e está tudo equilibrado e na média dos demais, isso me deixa tranquilo."

Tranquilidade essa que tem faltado a jogadores e torcedores. "Eliminações todos sofrem, até o Barcelona. Em 2005 ganhamos quase tudo, mas perdemos o Brasileiro, por exemplo. O problema é que consecutivamente isso vem acontecendo desde 2009 e vai sendo repassado para o torcedor. Temos um problema, não vivemos um grande momento e fazemos uma campanha de altos e baixos. Não podemos parar no tempo, achar que ganhar uma está bom."

O goleiro aprendeu a ver o mundo de uma outra forma. "Não senti falta de concentrar (risos), descobri que voltar para casa todas as noites é uma coisa agradável. Mas senti falta do jogo, da dificuldade de uma partida, da torcida, do grito de gol, da emoção, de subir o túnel, disso tudo o que molda o futebol."

É justamente por essa gana que o torcedor tem certeza de que a partir de hoje o São Paulo será um time diferente. Com Rogério em campo, o Flamengo precisará ter cuidados redobrados.

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