Volta de Schumacher à ativa divide opiniões

Empresário do piloto é contra, mas todos na F-1 sonham com o retorno

Livio Oricchio, BUDAPESTE, O Estadao de S.Paulo

29 de julho de 2009 | 00h00

O alemão Michael Schumacher deve visitar Felipe Massa hoje em Budapeste, ou a partir de amanhã, em Paris. Depois da convivência como pilotos da Ferrari, tornaram-se amigos. Mas, além de responder como se sentiu ao ver internado o piloto que tanto ensinou na escuderia italiana, Schumacher certamente será questionado sobre se aceita ou não substituí-lo enquanto não volta a correr.Ontem, a assessora de Schumacher, Sabine Khen, comentou que o alemão consideraria com carinho o convite. "Se fizerem, ele vai pensar nisso." Já seu empresário, Willi Weber, garante que o piloto não retorna à Fórmula 1. "Para quê? Todos vão esperar que ele vença. Além disso, ele nunca pilotou o carro." E os testes são proibidos, atualmente, na Fórmula 1.Aos 40 anos, Michael Schumacher mantém-se em forma principalmente competindo de kart, sua paixão, a ponto de ter se tornado sócio de um dos maiores fabricantes de kart do mundo, a Tony, da Itália. O convite para voltar ao circuito já existe: veio de Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari; da Philip Morris, dona da marca Marlboro, patrocinadora da equipe; da Shell, parceira e também patrocinadora da escuderia; e, claro, de Bernie Ecclestone, o promotor do Mundial, para quem seria o máximo ver Schumacher de volta à Fórmula 1. Por causa de tantos convites, não se pode descartar essa possibilidade.Hoje, a Ferrari realiza teste aerodinâmico no aeródromo de Vairano, na Itália. São ensaios aerodinâmicos em linha reta. O piloto será o espanhol Marc Gene, condutor reserva, o que sugere que, ao menos no Grande Prêmio da Europa, no dia 23 de agosto em Valência, na Espanha, poderá ser o substituto de Massa. Mas que quase todo mundo está torcendo por Schumacher, não há dúvida.

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