Volvo Ocean Race: Holandeses enfim chegam à Inglaterra

O ABN Amro 2 chegou a Portsmouth (ING), no início da noite de segunda-feira (horário inglês), pondo fim à sétima perna da Volvo Ocean Race, uma etapa com incidentes suficientes para preencher toda uma edição da regata de volta ao mundo. A tragédia da morte do tripulante Hans Horrevoets, varrido do convés por uma onda gigante, a tensão do salvamento de toda a tripulação do Movistar, obrigada a abandonar o veleiro, que começou a fazer água, o desembarque do corpo de Hans e dos homens resgatados foram acompanhados com ansiedade em todo o mundo.Em Portsmouth, todos os velejadores da Volvo Ocean Race se reuniram para receber a jovem tripulação do ABN 2 - o brasileiro Lucas Brun, de 23 anos, é o caçula da regata -, que mescla novatos e marinheiros experientes. Na entrevista coletiva, o imediato Nick Bice explicou a tragédia com Horrevoets. ?De repente, o vento pulou de 22 para 45 km/h e os homens no convés começaram a descer para pôr o equipamento de segurança. Hans, que estava regulando a vela balão, era o último da fila. Por 30 segundos, um minuto, no máximo, ele estaria a salvo. Não deu tempo.?A Volvo foi atingida por mais um desastre na madrugada de domingo, com o pedido de ajuda do Movistar. ?Nunca vi dez homens mais felizes do que eles quando chegamos para resgatá-los?, disse Bice. O ABN 2 ainda não decidiu se continuará na regata. Nesta terça, um avião de reconhecimento não conseguiu localizar o Movistar, em meio a ventos de quase 100 km/h e ondas de 10 m.

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