Votação da Lei Geral é adiada de novo e irrita a Fifa

Relator do projeto pede a protelação, pois alguns trechos desagradam ao governo; entidade afirma estar 'decepcionada'

EDUARDO BRESCIANI / BRASÍLIA, JAMIL CHADE / GENEBRA, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h04

A votação da Lei Geral da Copa foi adiada mais uma vez na comissão especial da Câmara. A reunião marcada para ontem foi cancelada pelo presidente da comissão, Renan Filho (PMDB-AL), a pedido do relator, Vicente Cândido (PT-SP). O problema, de novo, foi a insatisfação do governo com trechos do relatório.

A Fifa também ficou irritada. "A Fifa reconhece a decisão da comissão especial de adiar a votação da Lei Geral da Copa, mas está decepcionada por esta nova demora'', declarou a entidade em nota. "Continuaremos nossas reuniões com as autoridades competentes e esperamos que a Lei Geral seja finalizada em breve, refletindo os compromissos acordados com o governo.''

Ainda não há data para nova reunião da comissão, que deverá acontecer só depois do carnaval. "O Vicente me ligou e disse que não concluiu ainda o relatório porque continua negociando com o governo. Agora eu só vou marcar reunião quando for acertada essa negociação", disse Renan Filho ao Estado.

O relatório de Cândido tinha como principal novidade conceder aos idosos o direito de pegar meia-entrada em todas as categorias de ingresso, inclusive na chamada cota social.

Entre os pontos que o governo tem resistência estão a possibilidade de utilização de aeroportos militares e a concessão de premiação para os ex-jogadores das copas de 1958, 1962 e 1970. Há questionamentos também sobre medidas diplomáticas na facilitação de acesso ao País para estrangeiros. O adiamento deverá levar a novas alterações no texto. Uma delas deve ser a previsão de ingressos gratuitos para indígenas.

Beira-Rio. O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, garantiu ontem, em visita a Porto Alegre, que o Beira-Rio sediará a Copa, mesmo que ainda não tenha data para reiniciar suas reformas. "A pendência em torno da engenharia financeira não é impeditivo para que seja confirmado.''

As obras, estimadas em R$ 290 milhões, estão paradas porque o contrato entre Inter e a Construtora Andrade Gutierrez ainda não foi assinado. Rebelo também visitou as obras da Arena do Grêmio, como "uma homenagem e uma cortesia ao clube''. / COLABOROU ELDER OGLIARI

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