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Werther Santana/AE
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'Vou conquistar o ouro olímpico', afirma Felipe França

Nadador aposta no trabalho e na fé para ganhar os 100 m peito. Confiante, não quer saber nada sobre os rivais

Alessandro Lucchetti, O Estado de S.Paulo

29 de fevereiro de 2012 | 03h07

SÃO PAULO - Mesmo sendo um evangélico fervoroso, Felipe França não é do tipo que calça as sandálias da humildade na hora de falar sobre suas perspectivas para os Jogos Olímpicos de Londres. Ele diz que não está nem sequer acompanhando os resultados de seus principais adversários nos 100 metros peito.

 

"Não tenho nem quero ter informação. Estou fazendo minha preparação para ser o mais forte, o mais veloz e o mais rápido. Desde o ano passado estou trabalhando para fazer dos 100 m peito a minha prova, aquela em que vou conquistar o ouro olímpico." E ele não trabalha com outra hipótese. Indagado se está preparado para o caso de não conquistar o ouro, França ignora a possibilidade. "Isso não vai acontecer."

Para o técnico de França, Arílson Soares, tamanha convicção está relacionada à fé do nadador, bem como outros traços de seu comportamento. "O Felipe está sempre com uma energia boa. A atitude dele é positiva. Ele está forte, mental e fisicamente."

Segundo Soares, não é mais possível desconsiderar as chances, na prova dos 100 m peito, de França, que se destacou no cenário da natação pelos excelentes resultados em uma prova não olímpica, os 50 m peito, na qual foi vice-campeão mundial em 2009, em Roma, e campeão dois anos depois, em Xangai. "Dos 25 melhores tempos do mundo nos 100 m peito em 2011, três foram dele. Já nos 50 m, ele tem nove dessas marcas. Não tem como tirá-lo do quadro de favoritos. Não há como descartá-lo. Está melhorando cada vez mais".

O treinador considerou ótima a parceria entre o Clube Pinheiros, pelo qual compete França, ao Centro Esportivo de Alto Rendimento (Cear) de Campinas. Um grupo de dez nadadores está na cidade, hospedado num flat próximo do local. "Aqui não temos problema com trânsito e nossos horários estão muito mais regrados, assim como a alimentação", observa Soares.

O religioso França, de 24 anos, costumava incorrer no pecado da gula, e conviveu por boa parte da carreira com a dificuldade para se manter dentro do peso ideal. "O Felipe agora está próximo de sua melhor forma, muito forte e mais magro", diz o técnico.

Arílson não se acomoda com o índice olímpico, obtido desde abril. A meta é melhorar o resultado de classificação, aquele que vai balizar França nas eliminatórias dos Jogos Olímpicos de Londres. A meta é chegar a 59s04. "É interessante ele conseguir se balizar bem. Um bom tempo proporcionará a ele a condição de nadar uma das últimas séries, o que nos dará condição de observar os adversários, e garantir uma das melhores raias da piscina, que são as centrais."

França chegou a registrar o tempo de 59s87 no Open do Rio, no final de 2011, mas foi desclassificado por ter dado uma "golfinhada" (movimento irregular). Na época, ficou contrariado, pois perdeu a chance de ser o primeiro brasileiro a nadar a prova abaixo de um minuto. "Diante de Deus, eu não errei. Mas se o diabo está nervoso, ele que baixe a bola porque Jesus é maior."

Problema de bloco

 

Outro que treina em Campinas, Bruno Fratus procura confirmar a vaga nos 50 m livre. Já tem o índice (nadou em 21s76 a semifinal do Mundial de Xangai) e não baixa a guarda, pois corre o risco de ser ultrapassado. Por ora, a ênfase é no treinamento de saída. Para isso, precisará treinar nos blocos de saída oficiais, da Omega. Cada um custa cerca de R$ 5 mil. Em Campinas ainda não há blocos assim.

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