''''Vou correr para ganhar. Mas é quase impossível''''

Fernando Alonso

Almir Leite, O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2007 | 00h00

Você está quatro pontos atrás do Lewis Hamilton. Por isso está pessimista em relação às possibilidades de ser campeão?É quase impossível. Dependo de um milagre. Isso não é ser pessimista. É ser realista. Se tudo sair bem, será uma combinação de sorte com oportunidade. Mas vamos ver o que acontece.De fato, está difícil...Largar em quarto, atrás dos meus concorrentes, não é muito animador. Antes de mais nada, tenho de tentar ganhar a corrida, esse é o meu objetivo, e depois esperar o que ocorre com os outros. É como se no futebol eu tivesse de vencer e esperar que o adversário perca por diferença de mais de dois gols.Vai ser agressivo?Vou correr para ganhar, como sempre. Eu e o Kimi não temos nada a perder. Mas não adianta correr riscos impensados. A corrida é longa e meus adversários podem ter problemas. Se isso acontecer, será importante estar em condições de brigar para vencer.Quais são suas chances de conquistar o título?10%, 15%. Se você pensa na matemática, preciso de uma combinação de resultados que fica mais fácil se eu ganhar a corrida do que se chegar em terceiro. Mas ganhar largando em quarto e com as Ferrari na frente é bem complicado. Nas duas ocasiões anteriores, você estava à frente na classificação e, portanto, teve mais tranqüilidade para definir a estratégia. Agora, não dá para planejar muito?É evidente que a melhor coisa é chegar na prova decisiva na frente, pois você pode administrar melhor. Mas também é preciso levar em conta que numa corrida tudo pode acontecer...Em qual dos três você apostaria para ser campeão?Em nenhum. Guardaria meu dinheiro, é algo imprevisível.Bom, a decisão ocorre em Interlagos, pista de boas recordações para você...Realmente é um circuito que me traz sorte. Tenho grandes lembranças daqui. Quem sabe.Você vai mesmo voltar para a Renault?O que falam sobre isso é algo bastante ilógico.

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