''Vou lutar até a última bola cair''

Algoz do Brasil na final do Grand Prix, americana promete total dedicação ao assinar contrato com o time de Osasco

Rafael Vergueiro, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2011 | 00h00

ENTREVISTA

Destinee Hooker, jogadora de vôlei

Uma algoz apaixonada pelo Brasil. Esta é Destinee Hooker, craque do vôlei mundial que acaba de ser contratada pelo Sollys/Nestlé. A norte-americana foi uma das principais responsáveis pela derrota da seleção brasileira na final do último Grand Prix. Eleita a melhor jogadora da competição, menos de uma semana depois foi anunciada como reforço da equipe de Osasco.

Mas, em entrevista exclusiva ao Estado, a jovem oposto/ponteira - completa 24 anos no próximo dia 7 - faz questão de ressaltar que ama os brasileiros fãs de vôlei e acredita que será muito bem recebida.

Nascida em Frankfurt, na Alemanha, naturalizou-se norte-americana e começou a jogar vôlei aos 13 anos. Chamou atenção quando estava na Universidade do Texas, em 2006. Em 2008, estreou na seleção de base dos Estados Unidos. Passou por times da Coreia do Sul, Porto Rico e sua última equipe foi o Pesaro, da Itália.

Agora, sonha em brilhar no Brasil e promete muita vontade. "Em todos os jogos, vou lutar até a última bola cair."

Você foi uma das principais responsáveis pela derrota do Brasil na final do Grand Prix e acaba de acertar justamente com um time brasileiro. Acha que será bem recebida pelas companheiras e torcida?

Sim, eu sinto que serei bem recebida pelos fãs, parceiros e torcedores do Sollys. Eu amo os fãs do Brasil e sou amiga de muitas jogadoras que atuam lá. Então eu espero ser recebida de braços abertos.

O que você conhece sobre o Sollys/Nestlé? Por que escolheu jogar nesta equipe brasileira neste momento em que sua carreira está no auge?

Eu honestamente não sei muito sobre o Sollys/Nestlé, mas estou ansiosa para conhecer melhor a equipe. Sei que é um time com muita história, com uma torcida que o ama e apoia. Estar no auge da minha carreira não tem nenhuma relação com a decisão de jogar no Sollys. Na verdade, eu sempre quis jogar no Brasil, e quando tive a oportunidade eu agarrei. Os fãs e as colegas de equipes são colírio para os meus olhos.

Você jogará ao lado de atletas da seleção brasileira, como Thaísa, Jaqueline e Tandara. Como imagina que será a sua adaptação ao vôlei brasileiro?

Eu espero adaptar-me ao vôlei brasileiro fácil e rapidamente. Eu adoro o estilo de jogo do Brasil e a paixão que eles têm pelo vôlei. Quero apenas ser parte disso e ajudar. Não quero ser a estrela maior do Brasil, mas somente uma jogadora com coração grande que dá de tudo para conquistar o título.

Na sua opinião, quais são os pontos fortes e os pontos fracos do voleibol brasileiro?

Honestamente, não tenho opinião formada. Eu sinto que o Brasil tem um excelente programa para o treinamento de suas atletas, e é uma potência.

Por quanto tempo pretende ficar no Brasil?

Assinei por um ano. Veremos o que vai acontecer. Tenho certeza de que vou amar o Brasil.

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