Robyn Beck-AFP
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'Vovôs' Mayweather e Pacquiao ganham peso e muita força

Perto dos 40 anos, esbanjam preparo físico para 2 de maio

Wilson Baldini Jr., O Estado de S. Paulo

14 Março 2015 | 17h00

George Foreman foi chamado de ‘vovô’ quando decidiu voltar ao boxe em 1987, aos 38 anos. Floyd Mayweather, também de 38, e Manny Pacquiao, de 36, vão dividir US$ 300 milhões, dia 2 de maio, em Las Vegas, no duelo mais milionário da história do esporte. Tudo isso graças a uma preparação física espetacular e uma alimentação específica.

Medalhista olímpico de bronze em Atlanta/1996, Mayweather soma dez títulos mundiais em cinco categorias. Começou como superpena, passou pelos leves, meio-médios-ligeiros, meio-médios e médios-ligeiros, sempre como campeão. Em 19 anos, ganhou dez quilos de peso e nada de gordura.

A equipe de Mayweather não revela sua dieta, mas se sabe que doces e refrigerantes são proibidos. Massa só é permitido antes de treinos fortes. Frango, peixe, verduras e frutas são constantes nas cinco refeições diárias do americano.

A história de Pacquiao é ainda mais impressionante. Aos 17 anos, iniciou a carreira como peso mosca (49 quilos). Subiu até médio-ligeiro (69 quilos), somando títulos em todas as categorias. “O físico de Manny é fenomenal. Ele ganhou peso, ganhou idade, mas conseguiu manter a velocidade necessária para tornar seu golpe forte, diante de rivais maiores”, analisou o técnico Freddie Roach, referindo-se principalmente à vitória sobre o mexicano Antonio Margarito, de 1,80 metro de altura e 1,85 metro de envergadura, contra 1,69 e 1,70 de Pacquiao.

Corrida nas montanhas. Com 42 batimentos cardíacos por minuto, que chegam a 205 ao final de uma sessão de 2 mil abdominais, o filipino toma cerca de 1,5 litro de um preparado de proteína, dividido pela manhã, tarde e à noite. Carboidratos são essenciais após suas longas corridas pelas montanhas.

Tanto Mayweather como Pacquiao já foram submetidos a dezenas de exame antidoping e nada foi constatado de ilegal.

“Floyd e Manny não estão se preparando para esta luta há um mês. A impressão que tenho é que eles estão se preparando por toda a vida”, disse Bob Arum, dono da empresa Top Rank, uma das organizadoras do evento de 2 de maio.

O vencedor do duelo ainda não é conhecido, mas o que sabe é que o boxe, assim como o esporte em geral, não tem mais hora para exigir a aposentadoria de um atleta. O futuro a ele pertence.

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