Emmanuel Dunand/ Getty Images
Emmanuel Dunand/ Getty Images

Wada admite 'anistiar' atletas flagrados por Meldonium

Agência Antidoping não sabe o prazo da substância no corpo

Estadão Conteúdo

13 de abril de 2016 | 09h37

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) revelou nesta quarta-feira que atletas que testaram positivo para Meldonium podem escapar de uma suspensão em razão da falta de certeza sobre quanto tempo leva para a substância deixar o corpo.

Assim, a Wada declarou que suspensões provisórias podem ser canceladas se ficar determinado que um atleta consumiu Meldonium antes da substância ter sido colocada na lista de proibidas da agência, em 1º de janeiro.

Mais de 120 testes positivos para Meldonium foram registrados desde que a substância foi proibida pela Wada. O caso mais conhecido envolve a tenista russa Maria Sharapova, que anunciou ter dado positivo em exame realizado durante a disputa do Aberto da Austrália em janeiro.

Em um comunicado enviado às agências nacionais antidoping e às federações internacionais esportivas, a Wada explicou que "existem dados limitados" sobre o tempo que leva para o corpo estar "limpo", sem o Meldonium.

Tudo dependerá, portanto, da concentração da substância encontrada nos exames antidoping. "Nos casos de exames de doping que contenham menos de 1 micrograma de Meldonium e tenham sido realizados até 1º de março, eles serão equiparados com as ocorrências com esta droga que ocorreram antes de 1º de janeiro", explicou a Wada em seu comunicado.

O Meldonium, também conhecido como Mildronato, é uma substância produzida na Letônia para melhorar fluxo sanguíneo e que ajuda a aumentar a resistência, sendo mais comum em países do Leste Europeu e que fizeram parte da União Soviética. Na Rússia, que concentra vários dos casos de doping envolvendo a substância, é formalmente recomendado para problemas cardíacos e era bastante utilizado por atletas de diversas modalidades.

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