Lee Jin-man/AP
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Wada mantém Rússia fora dos Jogos de Inverno após país não atender exigências

Russos estão suspensos desde 2015, quando um sistemático esquema de doping apoiado pelo governo foi descoberto

Estadão Conteúdo

16 Novembro 2017 | 12h34

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) afirmou nesta quinta-feira que a Rússia ainda não atendeu todas as suas exigências para voltar às competições internacionais e manteve o país de fora dos Jogos Olímpicos de Inverno, que será disputado em PyeongChang, na Coreia do Sul, em fevereiro do próximo ano.

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A decisão, anunciada nesta quinta-feira em Seul, não é definitiva. Mas é um grande obstáculo para a Rússia conseguir entrar nos Jogos de Inverno. O país está suspenso desde 2015 após denúncia de uma investigação independente da Wada, que apontou doping sistemático e com apoio do governo no esporte russo. A decisão final vai acontecer na reunião do Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), entre os dias 5 e 7 de dezembro.

As denúncias iniciais alcançaram somente o atletismo. Mas, depois, novas informações levaram a denúncias de troca de amostras de atletas russos por parte de integrantes do governo durante a disputa dos Jogos de Inverno de 2014, em Sochi, na própria Rússia. Como resultado das investigações, russos do atletismo não puderam competir na Olimpíada do Rio-2016.

Agora os atletas russos correm o risco de ficar de fora dos Jogos de Inverno porque as entidades do país não atenderam dois requisitos exigidos pela Wada. "Após definirmos um caminho para a Rússia atingir o estágio de compliance no esporte, há dois itens que ainda não foram cumpridos", afirmou o presidente da Wada, Craig Reedie, que também reconheceu avanços no esporte russo.

Os dois itens não atendidos até agora são: a Rússia deve aceitar publicamente o resultado das investigações que constam no relatório de Richard McLaren, que deu início a todas as denúncias, e deve permitir o acesso a todas as amostras de urina dos seus atletas coletadas durante o período citado nas investigações.

Em resposta à decisão da Wada, o diretor geral da Agência Antidoping da Rússia, Yuri Ganus, afirmou que a entidade já fez tudo que podia para ser liberada da suspensão. "Nós atendemos a todas as exigências que dependem de nós. Há dois pontos que não são nossas prerrogativas. Infelizmente, não foram cumpridas", lamentou.

Já o presidente do Comitê Olímpico da Rússia, Alexander Zhukov, voltou a negar qualquer apoio do governo aos casos de doping. "Nós negamos absolutamente a existência de qualquer sistema de doping apoiado pelo estado", declarou o dirigente esportivo. "Está claro que o apoio incondicional ao Relatório McLaren é impossível. E isso não deveria ser obstáculo para a total aceitação da Agência Antidoping da Rússia."

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