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Willian José usa boa fase para superar a timidez

De poucas palavras, o jovem atacante são-paulino quer aproveitar seus gols para ganhar mais fãs

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2012 | 03h05

Tímido e de poucos sorrisos, Willian José começou o ano no São Paulo sob o estigma de ser "artilheiro de um gol só". Menos de um mês desde sua primeira chance na temporada, porém, o retorno do atacante ao time é considerado um dos grandes trunfos do Tricolor para o clássico de hoje. A receita não poderia ser outra: mesmo com pouco carisma, o garoto de 20 anos desandou a fazer gols para conquistar a torcida.

Nos 22 jogos que disputou no ano passado, em sua primeira temporada no clube do Morumbi, Willian José marcou apenas um gol - justamente na estreia, deixou sua marca na vitória sobre o Bragantino por 4 a 0, em fevereiro, pelo Estadual.

Nos meses seguintes, ganhou raras chances como titular e não as conseguiu aproveitar. No decorrer das partidas, tampouco convencia a torcida, que foi perdendo a empolgação com o garoto - que chegava após ser titular na seleção sub-20 que conquistou o Sul-Americano, no Peru.

Neste ano, porém, sua sorte não demorou a mudar. Quando Luis Fabiano sentiu a coxa direita, logo no terceiro jogo de 2012, não havia alternativas: o camisa 19 foi escalado para a dura tarefa de substituir um dos principais ídolos do atual elenco.

Até o treinador se mostrava inseguro ao escalar o novato e, nas entrevistas, pedia paciência à torcida. "Se o enchermos com uma cobrança excessiva, podemos perdê-lo", dizia Leão. "Ele foi contratado para jogar aos poucos. É um garoto do interior, é a primeira vez que está tendo a oportunidade num time grande em sua carreira."

O que aconteceu depois, porém, nem o mais otimista dos torcedores poderia esperar: Willian José fez 7 gols nos cinco jogos seguintes e ignorou a pressão para se firmar entre os titulares.

Com muito oportunismo e faro de gol, marcou de todos os jeitos. Mostrando boa presença de área, soube aproveitar a qualidade das bolas enfiadas pelo habilidoso meio-campo do Tricolor para marcar de cabeça, escorar cruzamentos e vencer a defesa rival nos lançamentos.

Expulsão. A imaturidade, porém, apareceu numa dessas partidas "iluminadas". Contra o Paulista, após marcar três gols no Morumbi, perdeu a cabeça e deu pontapé em disputa com o lance parado. A expulsão, nos acréscimos, surpreendeu até os companheiros. "Ele é um cara quieto, bastante calmo. Tomamos um susto quando aconteceu o lance", reconheceu o capitão Rhodolfo, que prometeu conversar com o jovem atacante após o incidente.

Emerson Leão, porém, preferiu culpar a arbitragem e deu apoio ao jogador. "Ele era o artilheiro de um gol só. Mas fez muitos gols em um time que foi rebaixado (seu ex-time, Grêmio Prudente, atual Barueri), então tem méritos. É jovem, vai aprender, só tem 20 anos", disse Leão. "Tem um deserto para atravessar, mas já está mergulhando bem. Não é fácil. Até porque ele está substituindo o Luís Fabiano."

Com o mesmo jeito sereno que demonstra nos treinamentos, Willian José garantiu que não ficou abalado após a expulsão. "Estou feliz pelos gols, foi a primeira vez que fiz na mesma partida", disse ele, após aquelo jogo. "Tenho de pensar só no lado positivo, nas coisas boas."

A única partida em que não marcou como titular nesta temporada, porém, foi na derrota para o Corinthians por 1 a 0, em clássico no Pacaembu. Hoje, ele tem a chance de provar para a torcida que a fase artilheira não é coincidência, em outro duelo de muita rivalidade.

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