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WSL e Kelly Slater testam piscina de ondas com surfistas da elite

Evento na terça-feira terá brasileiros e presença de membros do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio-2020

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2017 | 07h02

Representantes do Comitê Organizador da Olimpíada do Japão estarão na Califórnia na próxima terça-feira para observar de perto a piscina de ondas criada por Kelly Slater em um evento experimental promovido pela WSL, a Liga Mundial de Surfe. O torneio de exibição contará com atletas como Gabriel Medina, Adriano de Souza – o Mineirinho, Filipe Toledo e Mick Fanning, entre outros.

A ideia é mostrar a tecnologia que poderá ser usada nos Jogos de 2020, quando o surfe fará sua estreia olímpica, e testar a quase secreta piscina de ondas de Slater. O evento está sendo mantido em sigilo pela WSL, não terá a presença de público e imprensa nem será transmitido ao vivo. “É um teste, com juízes e equipe de transmissão, para experimentar as novas ondas. Ano que vem a ideia é fazer um evento em maio”, afirmou ao Estadão uma fonte na WSL.

A entidade que comanda o surfe profissional aproveitou a presença dos atletas de elite na etapa de Trestles, na Califórnia, que vai terminar hoje. Com isso, terá dez surfistas no masculino e oito no feminino para esse evento de exibição. Entre os convidados, apenas o atual campeão mundial, John John Florence, ainda não confirmou presença. A disputa terá Medina, Mineirinho, Filipinho, Fanning, Matt Wilkinson, Joel Parkinson, Jordy Smith, Adrian Buchan e Kanoa Igarashi, descendente de japoneses.

No feminino estarão as grandes estrelas da temporada, além da brasileira Silvana Lima, que também foi convidada. O anfitrião Kelly Slater, que está se recuperando de uma cirurgia no tornozelo, não poderá participar. A competição será em um formato diferente do utilizado no Circuito Mundial.

 

Nesse evento-teste, cada surfista pegará quatro ondas, metade para cada lado, e a melhor direita e a melhor esquerda serão somadas e darão a nota final. A tendência é que exista uma primeira fase e depois os quatro mais bem colocados disputem uma etapa final, mas isso ainda não está definido.

Recentemente, Slater mostrou em um vídeo com o lendário surfista Gerry Lopez que sua piscina de ondas agora permite surfar para os dois lados. Isso coloca em situação de igualdade atletas que utilizam um pé ou outro na frente – na modalidade, surfar de costas para a onda é considerado mais difícil. Assim, os competidores pegarão ondas dos dois jeitos.

A intenção da WSL é fazer um grande teste no complexo localizado em Lemoore, distante 160 quilômetros do litoral californiano. E a presença dos organizadores dos Jogos de Tóquio não é à toa. A princípio, a estreia olímpica do surfe será na cidade de Chiba, a 40 quilômetros da capital japonesa. Mas alguns fatores podem forçar uma mudança de planos.

 

Se o evento olímpico ocorrer em ondas artificiais, graças à tecnologia inovadora de Slater, que permite uma variação na formação das ondas, com paredes para manobras e tubos incríveis, os organizadores poderão ter datas específicas para as disputas sem dependerem das condições climáticas.

No surfe, em cada etapa existe uma janela de pelo menos dez dias de disputa e o evento é realizado nos dias de melhores ondas naquele período. Durante os Jogos Olímpicos, isso é um problema para a organização, que vende ingressos com muita antecedência e a prova pode não ocorrer por falta de ondas. Será que Slater, maior campeão da história da modalidade, não sonha ver sua invenção dentro do Parque Olímpico?

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