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Xodó após bronze olímpico, Nory vê assédio crescer e busca patrocínio

Ginasta agora conta com um empresário para gerir sua carreira

Demétrio Vecchioli, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2016 | 13h28

O sorriso espontâneo e constante fez de Arthur Nory Mariano um dos xodós dos brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio. A torcida por ele, que já movimentava as redes sociais, explodiu com a conquista da medalha de bronze no solo, mesma prova em que Diego Hypolito ganhou a prata. Agora, o ginasta de 23 anos colhe os frutos desse novo momento. Não só tirando selfies com os fãs por onde passa, mas também buscando por algo que ele nunca teve: um patrocinador pessoal.

Nesta entrevista ao Estado, Nory conta que agora tem a carreira gerida por um empresário - o promoter Bruno Chateaubriand -, ao mesmo tempo que não sabe o que será da seleção brasileira daqui para frente.

O que mudou na sua vida desde a medalha?

O assédio aumentou. Fui bem visto, todo mundo viu a ginástica. A galera fica comentando: 'Olha, é o menino da Olimpíada', 'Esse que é o menino da Olimpíada?' Vamos tirar foto? Vamos. Todo mundo quer tirar foto, e eu nunca digo 'não'.

Mas essa fama já se reverteu em algo para o seu bolso?

A gente tem o Bolsa Pódio e eu entrei para as Forças Armadas, que também é um meio de incentivo para o esporte. São os dois canais, fora a seleção, que tem parceria com a Caixa. Pessoal, pessoal eu não tenho ainda. Fica a dica, aí. (risos)

Mas já está tendo procura?

Uma coisa que mudou é que agora eu tenho empresário, o Bruno Chateaubriand. Ele já era do Diego (Hypolito), da Dani. Queria ter alguém para cuidar e aí ele propôs isso. Ele está trabalhando, está correndo atrás de patrocínio, algo que eu nunca tive. Eu fiquei bem visto, então chega muita coisa e ele que resolve todos os pepinos. Eu penso só em treinar, fazer ginástica.

A cena de você comemorando a medalha chorando copiosamente foi impactante. O que passou pela sua cabeça?

Esse reconhecimento, de tudo que eu treinei, de tudo que eu passei para chegar. Ter conquistado essa medalha é uma satisfação pessoal. É algo que eu sempre sonhei. Depois dela, eu amadureci bastante. Estou mais maduro, mais experiente, mais vivido. Cheguei no auge do atleta, ser medalhista. A cabeça já está diferente. A visão da arbitragem, das pessoas, também estão diferentes.

Quando você revê sua prova, você vê os erros que te impediram de ganhar uma prata ou um ouro, ou os acertos que te deram o bronze.

Eu só vi no sábado passado, não tinha visto ainda. Fiquei nervoso assistindo. Acho que dá mais nervoso assistir do que estar lá. Aconteceu o que tinha que acontecer. Era o momento.

O Renato Araújo, treinador-chefe da seleção, deixou a equipe e vai para o Canadá morar com a namorada. Como fica a seleção sem ele?

O Renato junto com os técnicos fazia o planejamento dos treinos, mas eu sempre treinava com o Cristiano Albino (técnico pessoal). Até o momento está todo mundo nos clubes. A gente não sabe como vai ser daqui pra frente. Não tem nenhum plano ainda para a seleção, para o grupo da seleção. Tenho que esperar até ano que vem.

E quais os seus planos pessoais para o ano que vem?

Eu quero individual geral no Mundial, vou disputar essa vaga. Então esse é meu foco. Quero muito ser medalhista no Mundial. Eu faço o individual geral, então tem aparelho, mas vai que belisca alguma coisa. Também tenho a Universíade como foco.

Você ainda está estudando?

Sim, faço educação física na UNIP. Formo no final do ano que vem, mas está difícil de passar. Como eu voltei muito depois, não vi nenhuma aula de segunda-feira, por exemplo. Estudei tudo online.

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