Xodó da torcida no basquete, Ísis finalmente joga no Pan

Nos 8 minutos em que jogou, pivô deu toco, acertou a cesta e foi ovacionada pelo público no ginásio

Vinícius Saponara, do estadao.com.br,

21 de julho de 2007 | 18h40

A pivô Ísis, com seus 2,02 metros de altura e os cabelos louros e curtos, caiu nas graças da torcida brasileira que prestigia os jogos da seleção feminina de basquete nestes Jogos Pan-Americanos. Apelidada de Xuxa pelos torcedores, a jogadora de 24 anos ganhou neste sábado sua primeira chance no Pan: jogou pouco menos de oito minutos no último período e fez a festa na Arena Olímpica do Rio.   Veja também: Brasil vence a segunda no basquete feminino O quadro geral de medalhas   Os detalhes das modalidades em disputa   A cada vez que tocava na bola, os gritos ecoavam mais alto no ginásio. Quando deu um toco numa rival mexicana, mais histeria. Na hora em que acertou um arremesso e fez seus dois únicos pontos no jogo, a gritaria foi geral. Só faltou mesmo tentar uma enterrada – raríssima numa partida entre mulheres, mas de fácil execução para Ísis.   "Fico feliz com esse carinho todo do público. Acho bonitinho o apelido. Muito carinhoso. Não vejo problema em adotá-lo", contou a pivô, que não parava de acenar para os torcedores que gritavam por seu nome na saída da quadra.   Só que tudo tem um limite e isso quem impõe na seleção é o técnico Antônio Carlos Barbosa. Ainda sem experiência internacional, a idéia do comandante é colocar a jogadora aos poucos, com calma. "Ela nem tem vivência de quadra com a seleção. Tem que entrar desse jeito mesmo. Aos poucos para se ambientar", disse Barbosa.   Para ajudar nisso, o técnico não pensou duas vezes em pedir a ajuda da armadora Adrianinha, uma das mais experientes do grupo. "Coloquei a Ísis junto com a Adrianinha e pedi para não forçar o jogo nela. O povo do Rio é entusiasmado, passa energia, mas não dava para ficar jogando bola para a Ísis só para todos fazerem festa. Não é para fazer graça", afirmou.

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