Yamaguchi Falcão mantém invencibilidade em combate marcado por amadorismo

Yamaguchi Falcão manteve a invencibilidade como profissional ao vencer por nocaute técnico o colombiano Francisco Cordero, já na madrugada deste domingo, em duelo válido pelo Desafio Internacional de Boxe, na cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2015 | 15h17

Apesar de chegar à 12.ª vitória seguida, o brasileiro ainda está longe de atingir o nível dos melhores do mundo na modalidade. A começar pelo amadorismo como foi o combate. Em um ginásio improvisado, com cadeiras de plástico em volta do ringue, o público também não se empolgou muito com o evento e esteve presente em pequeno número.

A luta principal mostrava Yamaguchi bem preparado fisicamente contra um adversário muito mais baixo e visivelmente fora de forma. Ao soar o congo do primeiro round, a impressão é que seria um rápido massacre. O brasileiro batia da maneira que queria e deixava o adversário nas cordas, na defensiva. O colombiano, no entanto, não tentava abraçar o oponente e parar a luta. Aguentava as pancadas e deixava o brasileiro irritado.

Os rounds seguiram com a mesma história. A diferença é que Cordero começou a provocar o brasileiro. Depois de levar uma sequência de pancadas, abria a guarda e pedia que Yamaguchi tentasse de novo. No quinto assalto, começaram a série de atrapalhadas revelando o amadorismo e a falta de organização.

Cordero voltou com o rosto repleto de vaselina e o árbitro precisou interromper a luta para que o técnico retirasse o excesso. Dois rounds depois, Yamaguchi, que era amparado em seu corner pelo irmão e pelo pai, voltou para o combate sem o protetor bucal. Só reparou quando levou um soco na boca do oponente.

A partir daí, o brasileiro perdeu a cabeça. Irritado com a dificuldade em derrubar o adversário e discutindo com os familiares - o pai, a cada parada, apenas girava a toalha para ventilar o rosto do filho e pedia que usasse mais o jab - Yamaguchi passou a levar uns contragolpes do colombiano e ficou com o olho direito inchado.

No início do oitavo assalto, veio a principal palhaçada da noite. Cordero deixou o corner e se ajoelhou indicando que havia desistido da luta. Ao repórter do SporTV, que acompanhava o combate ao lado do ringue, o colombiano alegou que achava que a luta teria apenas oito rounds e não 10, conforme estava previsto. Na sequência, o treinador desmentiu a informação e disse que o pugilista estava com dores no ombro esquerdo.

Foi a segunda vez que Cordero abandonou a luta contra um brasileiro. Em 2013, ele alegou lesão no segundo assalto do combate contra Michael Oliveira. Os organizadores do combate informaram que aguardam um posicionamento da Associação Colombiana de Boxe sobre o ocorrido e também um atestado médico do lutador comprovando a lesão.

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