Yamamoto volta a se alternar entre a arma e a broca

Depois de participar dos Jogos, atirador retorna à rotina de atendimentos em seu consultório odontológico

Daniel Brito, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2008 | 23h08

Seis horas antes de entrar no avião que o levou a Pequim, Stênio Yamamoto atendia normalmente seus pacientes no consultório odontológico que mantém no Jardim Miriam, zona sul de São Paulo, perto de Diadema. E, um dia depois de voltar da viagem, ainda com o fuso horário trocado, lá estava Stênio com seu jaleco branco vistoriando a boca de um paciente com um daqueles aparelhos dentários. Curiosamente, o dentista/atirador conta que sua profissão lhe é útil na hora de exercer a atividade paralela. "O ajuste fino da coordenação motora é o mesmo para a odontologia e para o esporte", explica. Com apenas dez horas de treino por semana, contudo, Stênio sucumbiu diante da falta de experiência e ficou na 43ª colocação na pistola de ar 10 metros, e foi 44º colocado na pistola livre 50 metros. "Se tivesse mais tempo para treinar, não oscilaria tanto", justifica. Como tantos atletas do Brasil, Stênio pede apoio. Ele conta que, na Romênia, o atleta que ganhasse o ouro no tiro esportivo ficaria com 120 mil euros (cerca de R$ 329 mil). Comprovando que eles não têm a mesma obsessão pelo ouro dos brasileiros, os romenos distribuíram premiação em dinheiro até o sexto colocado. "Se me dessem condição de escolher, inclusive financeira, com certeza passaria mais tempo no esporte."

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