Yane sonha com a inédita medalha em Londres

Classificada para sua 2ª Olimpíada, pentatleta se dedica à esgrima e à corrida para triunfar em evento equilibrado

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2011 | 03h06

Yane Marques conquistou a primeira medalha brasileira no Pan de Guadalajara. Não foi o ouro que ela desejava depois da vitória no Rio, em 2007. Mas a prata foi mais do que celebrada, já que representou a classificação para a segunda Olimpíada da carreira da atleta, única representante do País nos Jogos.

Aos 27 anos, Yane participa de uma prova exaustiva, que reúne cinco modalidades a serem realizadas em apenas um dia. Esgrima, natação e hipismo fazem parte da programação da manhã. À tarde, o evento combinado (com corrida e tiro) fecha o torneio.

Mal voltou do Pan e Yane já começou a pensar em Londres. A brasileira descansou poucos dias antes de viajar para Paris, onde "comemorou" a classificação com um período de treinos de esgrima. "Tenho conseguido uma média boa de resultados, mas como muitas coisas interferem na esgrima, gosto de dar uma intensificada", disse Yane, que também está investindo na corrida. "Demorei para ultrapassar um limiar. Não estou bem, nem mal, estou no meio. Já aconteceu de eu ir buscar o resultado na prova, mas é uma sensação que ainda estou tendo poucas vezes." Ela, que já conheceu as instalações de Londres, sabe que vai enfrentar um percurso complicado. "São duas subidas sem noção!", brinca.

A disputa feminina é relativamente nova. Apesar de uma primeira aparição nos Jogos de Amsterdã, em 1928, a modalidade só foi definitivamente incorporada em Sydney/2000. Desde então, as quatro medalhas de ouro ficaram na Europa - a alemã Lena Schoneborn, atual líder do ranking mundial, venceu em 2008.

Yane aparece na 7.ª posição do - ela e a chinesa Qian Chen, 14.ª, são as únicas não-europeias entre as 20 primeiras. A brasileira vê sua colocação como sinal de crescimento. Em sua estreia olímpica, ela ficou em 18.º. Yane confia que pode brigar por uma medalha, mas sabe da imprevisibilidade de seu esporte. "Em Pequim, depois do hipismo, eu era a 6.ª. Então, entre as 20 primeiras, qualquer uma pode ir para o pódio."

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