Zaga do Brasil usa entrosamento e 'rebeldia' como armas

Se Neymar é uma exceção entre os jogadores brasileiros que atuam no setor ofensivo nas listas de melhores do mundo, a situação é bem diferente no sistema defensivo. Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo já foram apontados como alguns dos principais nomes do futebol mundial nas respectivas posições e agora, sob a condição de titulares absolutos da seleção, tentam confirmar tal status na Copa das Confederações.

LEANDRO SILVEIRA, Agência Estado

17 de junho de 2013 | 07h32

Como a seleção brasileira não sofreu gols nas últimas duas partidas - as vitórias por 3 a 0 sobre a França, em amistoso, e o Japão, na abertura da Copa das Confederações -, Thiago Silva já foi questionado se a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari tem a melhor dupla de zaga do mundo. O jogador do Paris Saint-Germain evita assumir a posição prestigiosa, mas destaca que o entrosamento com David Luiz faz a diferença e ajuda o Brasil a ter um sistema defensivo mais seguro.

"Encontramos um entrosamento legal desde a passagem do Mano Menezes pela seleção. E isso foi aumentando, porque só na Copa América o Lúcio jogou ao meu lado. Mantivemos uma regularidade muito boa e a dupla passou a ser muito bem vista", afirmou Thiago Silva, destacando que a seleção brasileira já superou os problemas defensivos que enfrentou nos primeiros jogos sob o comando de Felipão - foram nove gols sofridos em seis partidas.

"Tivemos algumas dificuldades no início do trabalho do Felipão, até pela mudança na forma como a seleção jogava. Evoluímos, contra o Japão a parte tática foi impecável e não sofremos grandes sustos. Não vou dizer que somos a melhor, mas a gente está no caminho certo. Ficamos felizes porque passamos mais um jogo sem sofrer gol", disse o zagueiro e capitão da seleção.

Jogadores de confiança de Felipão, Thiago Silva e David Luiz aproveitam a condição para até contrariar orientações do treinador. Assim, é comum vê-los saindo para o ataque ou tentando dar um passe mais arriscado na defesa. O zagueiro do Paris Saint-Germain ressalta, porém, que sabe deixar a técnica de lado quando parece ser necessário.

"A gente precisa se enquadrar no que o treinador pede. Não gosto de dar chutão, mas tem momento em que você está apertado e precisa fazer", disse Thiago Silva. "O Felipão não gosta, mas têm momentos em que é preciso arriscar, ter atitude e fazer algo diferente. E tem dado certo porque isso pega a defesa adversária de surpresa", concluiu o zagueiro, revelando uma certa rebeldia da zaga brasileira.

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