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Zâmbia, campeã em final dramática

Depois do 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, times batem 18 pênaltis. a Costa do Marfim perdeu dois e ficou com o vice

LIBREVILLE, GABÃO, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2012 | 03h05

Em uma disputa dramática, a surpreendente Zâmbia conquistou pela primeira vez em sua história a Copa Africana de Nações ao derrotar a favorita Costa do Marfim nos pênaltis (8 a 7), no Estádio da Amizade, em Libreville, capital do Gabão. Na primeira série decisiva, os africanos foram eficientes e converteram todos. O vencedor só foi definido após 18 cobranças (15 gols).

Para o futebol da Zâmbia, a conquista foi um acerto de contas com o passado. Em 1993, o avião militar que transportava para Dacar quase todo o time líder do seu grupo nas Eliminatórias da Copa do Mundo sofreu acidente no Gabão que matou 18 jogadores. A equipe não se classificou para o Mundial, mas foi vice-campeã africana no ano seguinte. O capitão Kalusha Bwalya, que fazia parte do grupo mas não estava no avião porque jogava na Holanda - de lá foi direto para o local do jogo -, é o atual presidente da associação de futebol do país e levou a delegação para visitar a área do desastre.

O jogo foi o confronto entre os dois principais estilos de jogo africanos. Formada por jogadores que atuam no país, Zâmbia é a herdeira da tradição de valorizar o drible e colocar a obediência tática em segundo plano. Fruto da integração de seus principais jogadores ao futebol europeu e ressentida com as fracas campanhas, Costa do Marfim adotou o pragmatismo como marca registrada. Nas tribunas, políticos, autoridades e personalidades prestigiaram o evento, como Pelé e Samuel Eto'o.

No início do jogo, a pureza africana levou vantagem. Com uma proposta atrevida que escalava dois atacantes e mais dois meias de aproximação, Zâmbia começou atacando e, no primeiro minuto, mostrou porque havia eliminado alguns gigantes do continente. Após uma cobrança ensaiada de escanteio, Sinkala acertou um chute rasteiro exigindo grande defesa do goleiro. Apesar de perdida com a marcação forte no meio, Costa do Marfim criou uma grande chance: após bela troca de passes, Yayá Touré tocou para fora, rente à trave.

Pênalti perdido. Aproximando os volantes dos meias, os marfinenses passaram a trocar passes curtos, evoluindo com perigo. Foi a vez de Zâmbia valorizar a marcação e explorar o contra-ataque. Com esse desenho, o jogo ficou aberto. Aos 17 minutos, o lateral Gosso salvou um cruzamento do zambiano Kalaba. A resposta marfinense foi contundente. Gervinho entrou na área e foi empurrado por Chansa dentro da área. Na cobrança de pênalti, Drogba chutou por cima. Foi o segundo pênalti que o ídolo desperdiçou no torneio.

No final do jogo, o nervosismo aumentou os erros de passe. Essa também foi a tônica da prorrogação. Na única grande chance, o goleiro Barry salvou a Costa do Marfim ao defender um chute de Katongo. A derrota, contudo, veio nos pênaltis.

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