Ricardo Bufolin/CBG
Ricardo Bufolin/CBG

Zanetti abre ano com ouro nas argolas; Diego Hypolito vai mal no solo

Brasileiro consegue o primeiro lugar no World Challenge Cup

Estadão Conteúdo

21 Março 2015 | 13h21

*Atualizada às 16h40

O brasileiro Arthur Zanetti mostrou mais uma vez que é um dos principais atletas nas argolas na atualidade. Foi neste aparelho que o campeão olímpico de 2012 faturou neste sábado a medalha de ouro no World Challenge Cup de Ginástica Artística, disputado na cidade de Cottbus, na Alemanha.

Zanetti apresentou uma série bastante difícil, mas a executou com muita categoria. O desempenho lhe rendeu 15,625 pontos. Foi o suficiente para que ele alcançasse a primeira colocação, à frente do grego Eleftherios Petrounias, que ficou com a prata ao receber 15,550 pontos, e o turco Ibrahim Colak, que levou o bronze, com 15,400.

Para faturar o ouro, Zanetti precisou melhorar seu desempenho de quinta-feira, quando avançou à final com o segundo melhor resultado, com 15,475 pontos. Na ocasião, ele havia surpreendido justamente por Petrounias, que marcou 15,575. Só que neste sábado não deu para o grego, que inclusive reconheceu a superioridade do brasileiro ao reverenciá-lo no pódio.

O World Challenge Cup, em Cottbus, foi apenas o primeiro compromisso de Zanetti na temporada, que promete ser muito boa para ele. Agora, ele se prepara para manter sua hegemonia nas argolas em Doha, ainda no fim deste mês.

PRÓXIMOS PASSOS
O pensamento do ginasta, neste início de temporada, já está nas competições mais importantes de 2015 - o Pan de Toronto, no Canadá, e o Mundial de Glasgow, na Escócia. Arthur Zanetti disputa agora a etapa de Doha, no Catar, pensando em ficar perto da seleção brasileira. Acha que os treinadores vão considerar os resultados individuais para especialistas como ele. "Acho que cada uma das etapas da Copa do Mundo será importante porque os técnicos do Brasil estão de olho na nossa performance para montar as equipes que vão ao Pan e ao Mundial", afirmou.

Em Doha, Arthur Zanetti estará juntamente com os companheiros de seleção Diego Hypólito e Péricles Silva. O técnico Marcos Goto, que acompanha o grupo, afirmou que para Arthur ambas - argolas e solo - serão competições para ganhar ritmo na temporada, mas "sempre brigando pelo pódio nas argolas". "Vamos também testar o início dos treinamentos do ano, após as férias e ganhar ritmo e as notas nas séries", disse o campeão olímpico.

Na volta ao Brasil, após as duas etapas, os ginastas participam das avaliações para a formação das equipes que irão para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho, e para o Mundial de Glasgow, em outubro. "Assim que retornarmos teremos avaliações da seleção em 16, 18, 23 e 25 de abril, e 14 e 16 de maio. Serão seis avaliações no total. Vamos descartar as duas piores apresentações e fazer a média das quatro melhores para cada um dos ginastas. Para o Pan, a equipe será formada por cinco ginastas e, para o Mundial, por seis - 70% da seleção sairá das avaliações. Elas vão definir quem fica e quem sai da seleção", disse Arthur Zanetti.

Marcos Goto explicou que as etapas da Copa do Mundo não servirão para observação dos generalistas - aqueles ginastas que fazem todos os aparelhos. "As etapas da Copa do Mundo servem para os especialistas, por aparelhos".

DIEGO HYPOLITO
Se Zanetti comemorou o ouro, Diego Hypolito viveu dia bem diferente em Cottbus. O brasileiro sofreu com diversas quedas, não foi bem no solo e terminou somente na oitava colocação, a última desta final. Ele demonstrou dificuldade após reclamar de dores no pé nas eliminatórias.

A fraca exibição do brasileiro lhe rendeu somente 12,825 pontos, bem atrás do campeão Kenzo Shirai, do Japão, que teve 16,450. O alemão Matthias Fahrig foi prata, com 15,200, enquanto o holandês Bart Deurloo levou o bronze, com 15.070. Agora, Diego se prepara para a final do salto neste domingo, para a qual ele avançou com o quinto melhor resultado.

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